Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 06/10/2020
Atualmente, celebridades e figuras famosas são alvos frequentes de fake news. Entre elas se encontra a Pablo Vittar, que após atingir um alto nível de relevância nacional, passou a ser vítima de campanhas de ódio por parte de brasileiros que, infelizmente, ainda disseminam a intolerância sexual. No meio de tantas notícias falsas, se destaca a que a cantora usa o Twitter para dizer que sairá do país se Jair Bolsonaro for eleito presidente, o que é totalmente incoerente com a verdade. Com isso, é notório que essa repercussão se torna mais forte nas mídias digitais, impactando influencers e no ramo da política, principalmente as eleições.
Em primeiro lugar, o advento da internet proporcionou aos usuários formas facilitadas de adquirir certas informações, simultaneamente, ocasionou a propagação cada vez mais rápida de notícias falsas. Segundo Goebbles, “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”, fato comprovado já que as Fake News ganham cada vez mais destaque nas redes sociais, por possuírem um caráter mais persuasivo e chamativo. Porém, como os internautas não verificam a fonte, a difusão dos relatos se torna frenética e, consequentemente acaba ameaçando a carreira de diversos influenciadores.
Ademais, não são apenas famosos que são abalados por essas explanações inválidas, mas também, todos os indivíduos da sociedade. Nessa conjuntura, o povo é altamente influenciável, o que é evidenciado em épocas de eleições. De acordo com o estudo “Iceberg digital”, 62% dos brasileiros não conseguem reconhecer uma notícia falsa. Dessa forma, a pesquisa retrata como a opinião pública é revestida como verdade absoluta, e que fatos comprovam menos do que aquilo que as pessoas preferem acreditar. Assim, são obtidos inúmeros votos com resultados manipulados e, na escolha equivocada do seu candidato, o que promove tamanha desordem política.
Portanto, as Fake News representam um impasse no meio social brasileiro, e medidas são necessárias para evitar a disseminação desses boatos na internet. Logo, as ONG’s, em parceria com a imprensa, devem instruir a população a selecionar fontes confiáveis, com sugestão de sites válidos, por meio de debates em redes sociais e panfletos nas ruas, a fim de aumentar a segurança nas mídias. Além disso, é fundamental que o Ministério da Justiça e da Defesa crie uma equipe de investigadores, que devem fiscalizar a veracidade das notícias, com o objetivo de que os tais agressores escondidos por trás das telas sejam devidamente punidos, por multa ou prisão. Para que dessa maneira, sejam extintas a dissipação de informações adulteradas e que as verídicas comprovem os feitos relatados.