Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 08/10/2020
Segundo o historiador Robert Darnton, Procópio foi um historiador bizantino no século VI, famoso por escrever a história do Império Justiniano. Mas ele também escreveu um texto secreto chamado “Anekdota”, onde espalhou “Fake News”, arruinando completamente a reputação do imperador Justiniano e outros. Apesar de remontar a séculos passados, o “Fake News” ainda viaja nos tempos modernos pelo Brasil, causando transtornos e medo às pessoas. Desse ponto de vista, as principais causas desse problema devem ser analisadas.
Nesse contexto, a polícia dos EUA descobriu recentemente notícias falsas sobre o presidente dos EUA, Donald Trump, durante sua campanha eleitoral. A notícia espalhou informações falsas sobre Hillary Clinton, adversária de Donald Trump, o que levou à prisão de alguns de seus partidários. Esses fatos mostram que as notícias falsas não afetam apenas usuários inocentes da Internet, mas também podem assumir dimensões muito maiores.
Além disso, deve-se destacar que a mídia é um dos fatores causadores do problema. A circulação de notícias falsas se tornou um grande lucro para as empresas que usam esse truque, por exemplo, dicas de remédios proibidos que emagrece muito em pouco tempo e produtos anti-calvície falsos são manchetes falsas que se aproveitam da falta de bom senso para vender sua mercadoria ou anunciar suas páginas. Assim, como afirmam os filósofos Adorno e Horkheimer, o sistema capitalista percebe a necessidade de consumo associada à pseudo-felicidade. Parafraseando esse conceito, a estrutura social está alienada por mentiras, e essas manchetes estão circulando cada vez mais.
No entanto, quem cria “Fake News” raramente é punido por isso, até porque é difícil identificar a fonte da notícia. Desta forma, a notícia falsa ainda é compartilhada na Internet, pois há pouca chance de estabelecer quem criou a informação. Portanto, o Ministério da Justiça deve fazer cumprir melhor a lei, impondo multas ou até prisão, dependendo da gravidade do caso, tanto para as empresas quanto para os internautas que cometem esse crime. Também é importante ressaltar que o governo federal deve investir em campanhas online sobre notícias falsas para mostrar seus malefícios e ensinar como reconhecer notícias reais e distingui-las das notícias falsas. E, por fim, o Legislativo deve investigar todas as ocorrências de greves de notícias falsas de grande ou médio porte, para julgar e punir os agressores atrás das telas. Talvez desta forma a notícia falsa ocorra apenas em um contexto histórico.