Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 11/10/2020
“A burguesia rasgou o véu de emoção e de sentimentalidade das relações familiares e reduziu-as a mera relação monetária”. A frase dita por Karl Marx evidencia o quão longe a burguesia pode chegar por poder monetário. No entanto, os perigos das fake news na era da informação contribui e vem sendo uma problemática no Brasil, uma vez que muitas vezes é propagada por pessoas com engajamento, o que possibilita a população acreditar na veracidade da informação.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar um estudo feito pela Avaaz, que é uma associação sem fins lucrativos, na qual evidenciou que cerca de 110 milhões de brasileiros acreditaram em uma notícia falsa sobre a pandemia no Brasil. Embora uma das principais maneiras de compreender se uma notícia é falsa seja pesquisando sobre, a realidade da maioria dos brasileiros é outra, e o resultando desse contraste é claramente refletido quando a população acredita em uma notícia sem procurar sobre a veracidade da mesma, e as repassa principalmente pelas redes sociais. Faz-se mister, ainda, salientar o “crer em todas as resenhas” como impulsionador do problema. Assim como a desinformação gera um grande lucro para quem a iniciou, uma vez que grande parte da população a leva a sério. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante disso, fica claro que muitas vezes essas fake news são repassadas para o lucro e sucesso de determinados eixos da elite da sociedade.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse problema. Tal como, um maior policiamento por parte dos administradores em relação as informações postadas nas redes sociais, juntamente com a expulsão de páginas mentirosas, para assim, ter um maior controle do que é disseminado nessas redes. Dessa forma, o Brasil poderia superar os grandes casos de disseminações falsas.