Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 08/10/2020

Nos dias atuais, tornou-se muito difícil para as pessoas diferenciaram as verdades das fake news disseminadas na rede. Essas notícias falsas baseiam-se em calúnias para se espalhar pelas redes sociais e arrecadar acessos e visualizações aos sites desta indústria incipiente. Tal prática, no entanto, interfere na credibilidade de jornais profissionais e na vida de todos os cidadãos, além de ser configurado como crime.

Convém ressaltar, a princípio, que a Constituição Cidadã de 1988 condena qualquer prática de injúria e difamação, todavia o Poder Executivo não executa esse direito. Consoante Aristóteles, a política serve para garantir a felicidade do cidadão, logo, nota-se que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil à medida que o Estado não implementa projetos que proíbam as notícias falsas, causando perigo e constrangimento ao alvo da mentira, fazendo os seus direitos ficarem apenas no papel.

Outrossim, o analfabetismo funcional de uma parcela da população favorece à proliferação das “fake news”, visto que não conseguem interpretar a informação que estão lendo. Tristemente, o nível de leitura do brasileiro ainda é muito baixo, consequentemente seu poder de crítica também. Indo contra o filósofo Descartes, que afirma ser preciso questionar tudo o que vê, para, assim, se chegar a verdade. Nesse ínterim, uma mudança nos hábitos da população é fundamental para transpor o perigo das notícias duvidosas.

Dado o exposto, é imprescindível a atuação do Estado, concomitantemente com a população, para solucionar os problemas supracitados. O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações deve diminuir os casos de notícias falsas na internet por meio de parcerias com empresas privadas para que sejam desenvolvidos, ou aprimorados, aplicativos gratuitos que chequem a veracidade das notícias espalhadas pela rede. Outrossim, o Ministério da Justiça deve punir severamente as pessoas que lucram com as Fake News, determinando o fechamento da página ou site que disponibiliza as informações. Com essas medidas, os brasileiros terão uma maior fiscalização acerca da autenticidade das notícias e, com pessoas mais conscientes sobre as informações que circulam na internet, o país conseguirá propor aos cidadãos uma navegação mais segura e confortável.