Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 08/10/2020

Na Segunda Guerra Mundial, Adolf Hitler usou as propagandas falsas para valorizar a sua imagem e a ideologia nazista, visando manipular a população alemã. Na realidade contemporânea brasileira, apesar de se tratar de décadas atrás, o quadro atual ainda enfrenta empecilhos para a diminuição de notícias falsas no Brasil. Dessa maneira, devem ser analisadas as principais causas dessa problemática.

Em primeira análise, convém frisar o compartilhamento de notícias sem a checagem da fonte de informação, é uma das propulsoras do problema. A maioria das pessoas que compartilham a notícia falsa acabam repassando de forma inocente, ou seja, não costuma partir de pessoas mal intencionadas. Não obstante, pode acabar se tornando uma parte efetiva do problema, pela falta de exercício do pensamento crítico ou pelo descuido de checar as fontes de informação. De acordo com o site Veja, 62% dos brasileiros não sabem reconhecer “fake news”. Tal realidade preocupa, afinal, pode comprometer a escolha de um indivíduo, devido à divulgação de relatos inautênticos.

Ademais, vale destacar como as notícias falsas ganham cada vez mais relevância nas mídias sociais. Uma prova disso foi o caso da vereadora Marielle Franco, assassinada a tiros dentro de um carro, após sua morte, circularam nas mídias sociais boatos que ela teria ligação com traficantes. Análogo a isso, estão cada vez mais frequentes cenários como esse, porque existem muitas fontes geradoras de notícias falsas, além dos internautas que não buscam saber se a notícia é realmente válida, agravando esse quadro. Dessa forma, não é à toa que Stalin já usava essa ideologia, intervindo em fotos oficiais do regime soviético, em meados do século XX.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para combater os perigos da “fake news”. Cabe ao Estado, por meio dos Ministérios promover palestras em escolas, abertas ao público, orientando sobre a checagem de fontes verdadeiras, e a busca de notícias válidas, além de fazer campanhas nas redes sociais, onde há maior disseminação de “fake news”, de modo a conscientizar a população. Somente assim, poderemos ter um país livre de informações falsas e tendenciosas.