Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 07/10/2020
Em Rede de Ódio, um jovem passa a fazer sucesso incitando o ódio em campanhas nas redes sociais, atacando desde influenciadores virtuais a políticos renomados. O que ele não contava é que toda essa crueldade no mundo virtual cobraria seu preço no mundo real, complicando sua vida. De maneira análoga, as Fakes News provocam na realidade grandes problemas na vida de quem é atacado virtualmente. Desta forma, é imprescindível que haja punições para àqueles que incitam o ódio através de propagações enganosas.
A princípio, vale ressaltar que as notícias falsas ganham cada vez mais destaque nas redes sociais. Uma prova disso, foi o caso da mulher morta no interior de São Paulo, depois que sua amiga espalhou falsos boatos na internet que matavam crianças em rituais, sendo linchada e assassinada pela população local. Análogo a isso, estão cada vez mais frequentes casos como esse, porque muitos “vilões” da internet criam notícias invalida, os internautas não verificam a fonte, repassam a matéria e estas se espalham rapidamente no “mundo digital”. Dessa forma, não é à toa que Hitler já usava dessa ideologia para promover sua imagem durante a 2° Guerra Mundial.
Com a ascensão da Terceira Revolução Industrial, pós Segunda Guerra Mundial, o meio técnico científico informacional consolidou-se e a sociedade passou a conviver diante de um intenso fluxo de informações e comunicação. No entanto, a proliferação de notícias falsas, principalmente nas redes sociais, demonstra que essa nova fase do mundo globalizado pode ser prejudicial ao desenvolvimento social do país. Em outras palavras o constante fluxo desses embustes afirma-se como um fato social doentio de acordo com a filosofia Comtiana, ou seja, essas farsas tendem a desestabilizar a harmonia social.
Portanto, de modo a reduzir a incidência de notícias falsas, cabe ao Governo, por meio do Poder Legislativo, aprovar a lei que tramita na Câmara dos Deputados, que criminaliza a divulgação de notícias falsas, de modo que a sociedade seja privada de conviver com essas informações prejudiciais ao desenvolvimento social. Soma-se a isso a ação dos principais meios de divulgação dessas notícias na atualidade, como “facebook” e “google” juntarem-se aos setores de investigação para tirar do ar as principais páginas que utilizam a plataforma para divulgar esses embustes, visto que as redes sociais se tornaram a Ágora da sociedade contemporânea, ou seja, local de intenso diálogo sobre as questões sociais e as informações falsas podem prejudicar a consolidação da democracia no país. Além disso, cabe ao setor midiático promover propagandas de cunho educativo, auxiliando a população no reconhecimento dessas farsas, de modo a reduzir o compartilhamento dessas no âmbito social.