Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 07/10/2020
Perante um mundo em que as pessoas em sua maioria são alienadas e grande parte ignorante, torna-se mais fácil criar e espalhar uma “Fake News”, sendo que muitas das vezes as pessoas compartilharão sem procurar saber a veracidade da notícia. Nesse contexto, é indubitável que a persistência desse problema deve ser combatida.
Tendo em primeiro plano a fala autoexplicativa de Joseph Goebbels: “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. Utilizando como exemplo a disseminação do que se achava ser uma profecia, que previa o fim do mundo no ano de 2012, observa-se que muitas pessoas, até mesmo descrentes venderam seus bens e gastaram seu capital, consumando então em dívidas.
Outrossim, em segundo plano, o analfabetismo funcional de uma parcela da população favorece à proliferação das falsas notícias, visto que não conseguem interpretar e até mesmo julgar a informação que estão lendo. Tristemente, o nível de leitura do brasileiro ainda é muito baixo, consequentemente seu poder de crítica também. Indo contra o filósofo Descartes, que afirma ser preciso questionar tudo o que vê, para, assim, se chegar a verdade. Nesse ínterim, uma mudança nos hábitos da população é fundamental para transpor o perigo das notícias duvidosas.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para solucionar essa problemática. O Governo Federal em conjunto das mídias sociais e rádios devem promover o esclarecimento de diversas situações à população, por meio de debates informativos, com exemplos de fatos adulterados e dicas práticas de como reconhecer suas características. Espera-se, com isso, construir uma sociedade mais crítica sobre os dados que lê e que prese pela verdade no que compartilha.