Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 07/10/2020
Em rede de Ódio, um jovem passa a fazer sucesso incitando o ódio em campanhas nas redes sociais, atacando desde influenciadores virtuai a políticos renomados. O que ele não contava é que toda essa crueldade no mundo virtual cobraria seu preço no mundo real. De maneira análoga, as Fakes News provocam na realidade grandes problemas na vida de quem é atacado virtualmente. Dessa forma, é imprescindível que haja punições para àqueles que incitam o ódio através de propagações enganosas.
Apesar de parecer recente, o termo Fake News, ou noticia falsa, em português, é mais antigo do que aparenta. Segundo o dicionário Merriam-Webster, essa expressão é usada desde o final do século XIX. O termo é em inglês, mas se tornou popular em todo mundo para denominar informações falsas que são publicadas, principalmente, em redes sociais. De acordo com reportagem do portal de notícias “G1”, em meados de 2013, uma mulher foi espancada até a morte por seus vizinhos devido a rumores nas redes sociais, que a chamavam de “praticante de magia negra”. Nesse caso, deve-se considerar que a divulgação de informações falsas trará riscos à sociedade.
Ressalte-se que, em princípio, a Constituição Cidadã de 1988 condena quaisquer atos de injúria e difamação, mas o Poder Executivo não faz cumprir esse direito. Aristóteles acredita que essa política visa proteger a felicidade dos cidadãos, por isso, vale ressaltar que, como o Brasil não implementa um programa que proíba informações falsas e cause perigo e constrangimento ao alvo da mentira, esse conceito tem sido mal interpretado no Brasil. Além disso, o analfabetismo funcional de uma parte da população vai facilitar a divulgação de notícias falsas, pois não conseguem explicar as informações que estão lendo. Infelizmente, o nível de leitura do brasileiro ainda é muito baixo, então sua capacidade crítica também é muito alta. Ao contrário do filósofo Descartes, Descartes disse que era necessário questionar tudo o que ele via para chegar à verdade. Ao mesmo tempo, mudar os hábitos das pessoas é essencial para superar o perigo de notícias suspeitas.
Portanto, o Ministério da Justiça deve, de acordo com a gravidade do caso, impor multas ou até prisão às empresas e internautas que cometam esses crimes, a fim de melhor fazer cumprir a lei. Além disso, as organizações não governamentais alinhadas com a mídia devem produzir uma cartilha para conscientizar as pessoas sobre como acessar a Internet com segurança, por exemplo, “dez dicas para combater as publicações falsas”. Nele, o navegador será orientado a visualizar a fonte, data e todas as informações importantes do problema para comprovar sua veracidade. Por fim, o legislador deve investigar todos os ataques de grande e médio porte a notícias falsas, como o ocorrido em São Paulo, para julgar e punir os agressores atrás da tela.