Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 19/10/2020

No livro “1984”, George Orwell, o personagem principal Winston Smith é funcionário do Ministério da Verdade e sua função é manipular dados, a fim de favorecer o partido vigente. No mundo real, essas manipulações de dados são conhecidas como fake news, notícias falsas. Devido à velocidade em que os fatos atravessam o mundo, o compartilhamento de falsas notícias se tornou um mercado lucrativo e extremamente prejudicial às vítimas e por isso é importante salientar seus perigos, consequências e formas de combatê-la

As redes sociais tonaram-se um grande escritório onde diversas pessoas encontraram uma forma de trabalhar e ganhar dinheiro. Porém, há pessoas mal intencionadas que usam esse lugar para promover inverdades, a fim de lucrar com a monetização de curtidas ou por interesses políticos. Assim, quem lê esse tipo de notícia é levado a acreditar no que está escrito, principalmente se o leitor não tem uma opinião formada sobre o assunto.

Outrossim, as publicações prejudicam o comportamento da sociedade, quando incitados a revolta e a saúde pública. Um exemplo de como as fakes news podem ameaçar a saúde da população ocorreu em 2018, quando o Brasil enfrentou o maior surto de febre amarela e o foco das notícias mentirosas foi a vacina. Algumas diziam que a vacina poderia provocar autismo, outras alertavam para o risco de contrair meningite além de receitas naturais preventivas à picada do mosquito. A disseminação de informações corrompidas como essas mostra a triste realidade do poder de influência e alienação que as fakes news possuem.

Portanto, é imprescindível que o Ministério da Saúde esclareça e tire as dúvidas da população e desmentindo as informações erradas a respeito de vacinas e outros tratamentos de saúde, a fim de preservar o bem estar da sociedade. Além disso, é importante que as plataformas digitais utilizem algoritmos que estudem a veracidade das publicações para evitar mais noticias equivocadas. Ademais é responsabilidade do cidadão se responsável pelo que compartilha nas redes sociais, analisando a veracidade dos fatos e recorrendo à agências especializadas em jornalismo investigativo.