Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 25/10/2020

A revolta da vacina presenciada, em 1904, evidencia um cenário, que ainda hoje, perdura na sociedade brasileira: a falta de acesso a informação fidedigna leva às pessoas ao pânico desnecessário. Nesse sentido, evidencia-se a negligência governamental como pilar desse entrave no corpo social. Portanto é notório que essa narrativa se deve não só a lacunas educacionais, mas também a propagação de “Fake News”, por meio das redes sociais, óbices que são vertentes da omissão do Estado. Visto isso, é de suma importância que essa discussão se torne pauta de resolução da maneira imediata.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar como as lacunas educacionais têm grande destaque nessa problemática. Ao traçar um paralelo com estudos do cérebro o pensador Immanuel Kant, percebe-se que o homem é fruto de sua construção moral, ou seja, o acesso da educação molda seus parâmetros sociais. Se tal ótica, ao se omitir frente aos déficits que a educação brasileira apresenta, o Estado contribui para que os desafios relacionados à história coletiva infelizmente perduram na sociedade brasileira, pois a população fica mercê de todo e qualquer tipo de informação errônea propaganda, sem ter meios de expressar uma análise crítica da situação.

Somado a isso, outro prisma desse entrave se deve a propagação de notícias falsas e tendenciosas, conhecidas como “Fake News”. De maneira análoga ao escritor português José Saramago, em sua obra Ensaio sobre a Cegueira, pode-se compreender que a sociedade está cega da razão, pois, não a usa para defender a vida, mas sim para destruí-la. E isso se torna evidente ao se analisar a dinâmica das falsas notícias disseminadas sem qualquer intervenção nas redes sociais e seus impactos profundamente negativos na sociedade brasileira e no compromisso com a verdade.       Convém, dessa forma, ao ministério da saúde em uníssono com veículos de publicidade, por intermédio de cartilhas informacionais e propagandas para todos os públicos, instruir sobre a forma de contágio e os cuidados que devem ser tomados, a fim de que tranquilize a população.Ademais, cabe ao governo em parceria público privado, a garantia do saneamento básico universal de qualidade, mediante a tratamento de esgoto e campanhas de desinfestação em regiões precárias, com o fito de, além da melhoria da qualidade de vida das pessoas, evite difusão de doenças.