Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 30/10/2020
Em 1937 foi divulgado o Plano Cohen, documento falso disseminado no período varguista, o qual afirmava que os comunistas iriam tomar o poder, tal notícia falsa contribuiu para a instauração do Estado Novo. Percebe-se, que a disseminação das “fake news” possui um caráter histórico que predomina até hoje, seja pela negligência governamental ou pela baixa qualidade de leitura e interpretação do brasileiro. Nesse contexto, não há dúvidas que esse problema deve ser combatido.
Convém ressaltar, a princípio, que a Constituição Cidadã de 1988 condena qualquer prática de injúria e difamação, todavia o Poder Executivo não executa esse direito. Consoante Aristóteles, a política serve para garantir a felicidade do cidadão, logo, à medida que o Estado não implementa projetos que proíbam as notícias falsas. Em períodos eleitorais, isso torna-se uma “arma política” extremamente perigosa, o que nos remete aos perigos proporcionados pelas Fake News.
Outrossim, o analfabetismo funcional de uma parcela da população favorece à proliferação das “fake news”, visto que não conseguem interpretar a informação que estão lendo. Atualmente, o nível de leitura do brasileiro ainda é muito baixo, consequentemente seu poder de crítica também. Indo contra o filósofo Descartes, que afirma ser preciso questionar tudo o que vê, para, assim, se chegar a verdade. Nesse fato, uma mudança nos hábitos da população é fundamental para transpor esse perigo.
Dado o exposto, é imprescindível a atuação do Estado, concomitantemente com a população, para solucionar os problemas supracitados. O Ministério da Justiça deve punir severamente as pessoas que lucram com as Fake News, determinando o fechamento da página ou site que disponibiliza as informações. Com essas medidas, os brasileiros terão uma maior fiscalização acerca da autenticidade das notícias e, com pessoas mais conscientes sobre as informações que circulam na internet, o país conseguirá propor aos cidadãos uma navegação mais segura.