Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 09/11/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que as Fake News são vistas como um problema complexo, que é necessário ser revertido. Portanto, esse cenário antagônico é fruto tanto da falha escolar, quanto do descompromisso governamental na conscientização da população.
Primeiramente, é preciso salientar que a insuficiência de engajamento das escolas é um fator que estimula a permanência dessa situação. Segundo Jean Piaget, “ Educar é criar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe ”. Sob essa lógica, a negligência e descomprometimento das escolas na formação de seus alunos acirra a manutenção desse quadro, uma vez que elas são responsáveis pelo desenvolvimento de uma mentalidade crítica e reflexiva, o que se fosse bem desenvolvido dificultaria a circulação de Fake News, dado que as pessoas reconheceriam a fraude.
Em segundo lugar, é notável que a inexistência de diálogos é um agravante do problema. De acordo com a Constituição Federal de 1988, é dever do Estado garantir o bem-estar da população. No entanto, é evidente que o Poder Público não cumpre seu papel enquanto agente fornecedor desse direito, visto que não tem promovido debates conscientizadores sobre os perigos e consequências das falsas notícias. Dessa forma, com a falta de conhecimento sobre o assunto, consequentemente, diversas pessoas continuarão disseminando as nocivas Fake News.
Assim, medidas viáveis são necessárias para conter o avanço dessa problemática na sociedade brasileira. Dessa maneira, com o intuito de reduzir o número de casos de Fake News, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido na elaboração de campanhas publicitárias, através de uma reunião, com o intuito de conscientizar e incentivar os jovens a não acreditarem cegamente em todas as noticias, buscando sempre fontes verdadeiras. Desse modo, aprimorar-se-á, em médio e longo prazo a redução no número de casos de Fake News no Brasil, e a coletividade alcançará a Utopia de More.