Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 23/11/2020
Escrita. Imprensa. Fotografia. Essas foram as revoluções na comunicação humana até se chegar na que é vivida atualmente, a era da informação. Tal revolução acelerou muito a propagação de notícias. Entretanto, principalmente na última década, a facilidade de dispersão dessas informação foram as portas de entrada para a disseminação de fake news. Dessa maneira, a má influência midiática e o descaso governamental são os dois pilares que sustentam a propagação de notícias falsas e, sucessivamente, suas consequências.
Precipuamente, é fulcral ressaltar como a má influência midiática possibilita a manutenção das fake news. Sob essa ótica, a mídia é responsável por ser um instrumento de democracia e, segundo Pierre Bordieu, não deve ser usada como instrumento de opressão. Nesse sentido, grandes e renomados veículos midiáticos deveriam combater diretamente essas notícias falsas trazendo à tona a verdade, porém alguns poucos veículos, como o G1 em “é Fato ou Fake”, fazem tal trabalho. Desse modo, a grande mídia, que deveria ser instrumento de democracia, torna-se instrumento de opressão junto às fake news.
Em uma segunda análise, destaca-se o segundo pilar de sustentação de notícias falsas: o descaso governamental. Nessa perspectiva, a política, de acordo com grande filósofo da antiguidade clássica Aristóteles, tem como função manter a paz na sociedade através da justiça. Nessa lógica, a existência de poucas leis e sua ineficácia faz com que o número de fake news aumente, como foi comprovado por uma pesquisa da revista Abril. Sendo assim, as consequências geradas, infelizmente, às suas vítimas como difamação quebra a premissa de Aristóteles e não apresenta justiça às vítimas. Outrossim, essas consequências violam o direito constitucional de igualdade como é previsto na Constituição de 1988.
Em síntese, a ineficácia da participação da grande mídia e do governo dificultam o combate das notícias falsas. Portanto, cabe ao Ministério das Comunicações (MCom) em parceria com a Polícia Federal intensificar , por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, o cumprimento das leis existentes e criar novas legislações mais rígidas a fim de evitar ao máximo que as notícias falsas sejam disseminadas. Tal projeto conta com a contratação de uma equipe composta de 10 a 15 funcionários por cidade metropolitana para criar leis mais efetivas e garantir o cumprimento delas. Assim, espera-se que as revoluções na comunicação humana tenham consequências positivas no Brasil.