Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 11/12/2020
É indubitável que o advento da Internet trouxe diversos avanços para a vida cotidiana. Entretanto, como uma vez disse o filósofo grego Sófocles: “Nada de grandioso entra na vida dos mortais sem uma maldição”. Sendo assim, não é difícil enxergar que os perigos das fake news representam, no século presente, talvez, a maior “maldição” que a sociedade da era da informação enfrenta. Isso é notório, pois, cada vez mais, é perceptível que, coisas, como: encontrar pessoas que contrariam a ciência e que difamam alguém honesto, são rotina no Brasil e no mundo.
Primeiramente, é importante ressaltar que a célebre frase de Cazuza, que cantava: “Eu vejo o futuro repetir o passado” ainda é deveras persistente. Um exemplo disso, é a presença global de uma espécie de “nova Revolta da Vacina”. Movidos por notícias falsas alarmistas, que são, geralmente, publicadas em redes sociais, ativistas se engajam em causas, como essa citada, por, muitas vezes, não terem o conhecimento básico de como buscar informações confiáveis no ambiente virtual. Isso se deve, principalmente, à falta de um currículo escolar na área da informática, que foque, dentre os vários temas pertinentes, em como cada um pode usufruir de notícias de fato verídicas.
Outrossim, é terrível constatar que a cultura do linchamento, agora, se extende também ao ambiente virtual, e, diversas vezes, a tal “prerrogativa” para que ela aconteça é, na verdade, uma mentira. O “cancelamento”, ou seja, o ataque, com ofensas e ameaças, na internet, tem se mostrado cada vez mais frequente e, para piorar, quando ele excede o mundo virtual, enormes tragédias acontecem, como é o caso da dona de casa que, em 2014, foi morta por espancamento, após a divulgação de que ela, supostamente, costumava praticar rituais de magia negra com crianças, como afirma a matéria publicada no site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Observando a realidade citada, vê-se que a tomada de ações é urgente, e imperativamente, deve estar pautada na educação. Com tal finalidade educativa e preventiva, as escolas públicas e privadas, devem ter, obrigatoriamente, em suas grades curriculares, a disciplina de informática, a fim de instruir os alunos no meio digital e alertá-los sobre a realidade das fake news. Além disso, essas instituições de ensino devem, também, esporadicamente, organizar eventos abertos, a respeito do tema, para que, não somente os alunos sejam devidamente instruídos, mas toda a população. Agir de tal forma é, sem dúvidas, de suma importância para se alcançar uma sociedade mais justa e livre das mentiras, pois, como uma vez disse Jesus Cristo: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.