Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 23/11/2020

Na década dos anos de 1930, o líder Adolf Hitler, disseminou falsos boatos para fortalecer o Governo nazista na Alemanha. Apesar de tal fato remontar décadas passadas, percebe-se que a proliferação das Fake News ainda é realidade na sociedade, seja pela ausência de ação governamental, seja pela falta de averiguação da informação.

Em primeiro lugar, a ausência de ação governamental é a principal causa para a eclosão desse fator. A esse respeito, o filósofo Zygmunt Bauman, na teoria Instituição Zumbi, declara que algumas entidades perderam a sua função social, mas mantiveram a sua forma. Assim, o Governo se mantém inerte perante a inexistência de medidas efetivas contra as notícias inverídicas. Isso demonstra a necessidade de uma política pública eficiente para conter a disseminação dos relatos falsos.

Além disso, a falta de averiguação da informação é um fator importante a ser discutido. Sob esse viés, o filósofo René Descartes, no Método Cartesiano, afirma que só pode ter certeza de algo que possa ser provado. Dado que a verificação dos fatos é fundamental para a clareza e o compartilhamento das notícias. Portanto, é necessária a conscientização dos cidadãos para o apuramento das informações antes da proliferação nas mídias.

Em síntese, é urgente que essa situação deixe de existir na contemporaneidade brasileira. Para tanto, o Ministério da Justiça deve, por meio de medidas eficazes, instaurar punições educativas aos acusados da proliferação das Fake News para diminuir esse ato leviano no país. Da mesma maneira, as ONGs devem, mediante dos meios de comunicação, incentivar à população de verificar as informações antes do compartilhamento para que não aconteça as disseminações de notícias falsas. Dessa forma, a circunstância ocorrida no Governo nazista será um aprendizado para não ocorra novamente no território nacional.