Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 23/11/2020
O termo em inglês “Fake News” se tornou popular em todo mundo para denominar informações falsas que são publicadas, principalmente, em redes sociais. Segundo a revista Galileu, notícias falsas são 70% mais compartilhadas do que as verdadeiras. Ainda que em grande parte do mundo a publicação de notícias falsas seja crime, esse tipo de notícias permanece popular e interfere diariamente na vida da população, evidenciando necessidade de mudança.
Em primeira análise, é válido ressaltar que a fake news contribui de forma problemática na manipulação de massa. Em 2016 durante a eleição nos Estados Unidos, empresas identificaram uma grande quantidade de site com conteúdos duvidosos. A maioria das notícias possuía conteúdo sensacionalista evolvendo a adversária de Donald Trump, Hillary Clinton. As fake news contribuíram para a desinformação e consequentemente ajudaram na vitória do ex presidente Donald Trump. Tal situação evidencia os perigos das notícias falsas e a importância do controle das mesmas.
Além disso, por meio da publicidade digital, sites e redes sociais com informações falsas conseguem envolver inúmeras pessoas devido a falta de conhecimento. Ao não saber distinguir qual informação é verdadeira, diversas pessoas acabam enganadas pelos meios midiáticos. Segundo o filósofo Zygmunt Bauman: a única coisa que podemos ter certeza, é a incerteza. A fala do filósofo ratifica a necessidade de questionar a informação recebida, consequentemente evitando a propagação de notícias falsas.
O Governo deve, portanto, investir em projetos de fiscalização de informação no país por meio de plataforma digitais que analisem de forma rápida e eficiente. Ao distinguir qual notícia é falsa, o site ou a matéria deve ser removida contribuindo para a informação correta da população. Com informações verdadeiras e confiáveis, a manipulação de massa e o compartilhamento de notícias falsas diminuirá exponencialmente, deixando de interferir na sociedade e suas escolhas.