Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 23/11/2020

Durante a Grécia Antiga, os gregos se reuniam nas Ágoras, nome dado as praças públicas, onde ocorriam reuniões e eram debatidos, entre o cidadãos, assuntos ligados a vida na Pólis (cidade). Entretanto, atualmente, no Brasil, há uma grande parcela da população que não discute opiniões e não considera mais importante a criação de um olhar crítico sobre a sociedade. Todavia, isso não acontece por acaso, pois, as chamadas fake news e a facilidade de acesso a elas, agravam muito esse comportamento social.

Sobretudo, deve-se destacar que, as fake news estão presentes no nosso dia a dia, seja por site, televisão ou aplicativo. Porém, segundo um estudo feito pela empresa Kaspersky, em parceria com a CORPA, 62% dos brasileiros não sabem identificar uma fake news quando a leem. Logo, essas pessoas se tornam vulneráveis, e acabam não recorrendo à uma pesquisa mais aprofundada, para poder criar uma opinião crítica sobre o assunto, acreditando naquilo que leem primeiro.

Ademais, a facilidade que as fake news se alastram é enorme, principalmente por redes sociais. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, cerca de 73,7% das informações falsas divulgadas a respeito do novo coronavírus, circulam pelo aplicativo WhatsApp. Desse modo, com um grande número de fake news espalhadas pela rede, a verdadeira informação passa despercebida pelo usuário ou às vezes nem chega nele.       Portanto, é dever do Ministério das Comunicações, criar, por meio de um projeto de lei e entregue a Câmara dos Deputados, um programa de fiscalização de notícias mostradas em programas nacionais. Assim como, monitorar as fake news em aplicativos e redes sociais, aplicando multas para aqueles que não cumprirem as medidas propostas. Somente assim, o Brasil apresentará uma diminuição na taxa de notícias falsas espalhadas pelas mídias para os brasileiros, e a população poderá começar a discutir mais sobre assuntos importantes, assim como era feito pelos gregos nas Ágoras.