Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 26/11/2020

De acordo com o filósofo Sartre, o ser humano é livre e responsável. Entretanto, no Brasil, essa autonomia está gerando problemas, haja vista que a falta de moral e ética, aliada a má gestão do sistema punitivo brasileiro, tem permitido com que o índice de notícias falsas aumente cada vez mais na sociedade. Com isso, convém analisar as principais causas -ausência de questionamento- e consequências - morte, do impasse.

Inicialmente, a não inquirição sobre as informações intensifica o entrave. Segundo o filósofo René Descartes, antes de se aceitar qualquer notícia, é necessário saber se ela é verdadeira, e, para isso, é preciso duvidar hiperbolicamente sobre o que foi passado. Nesse sentido, nota-se que a falta de indagar sobre os pensamentos propagados pela televisão, rádio, ou jornal, propicia a proliferação de ideias inverídicas, uma vez que há a percepção de que é fácil manipular a população, pois a maioria das pessoas não pesquisam sobre o que é chegado até elas.

Além disso, os efeitos das notícias mentirosas podem ser alastradores. Consoante o Jornal UFG, no ano de 2017 uma mãe tirou sua vida após ter recebido informações falsas que sua filha havia morrido. Isso evidencia a necessidade de conter as ‘‘fakes news’’, que além de assassinar pessoas, assassina também reputações.

Portanto, é imprescindível atenuar o problema. Para isso, é necessário que a mídia (difusora de ideias e formadora de opiniões) propague campanhas que falem sobre a importância de pesquisar os pensamentos passados, por intermédio da disseminação dessas em canais de televisão, sobretudo, os com mais audiência, para que as pessoas possam se conscientizar e as informações falsas diminuam na sociedade. Realizando esse processo, espera-se que a divulgação de informações não verdadeiras se reduzam no país.