Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 04/12/2020
O documentário “Que mundo é esse” retrata, com um viés crítico, como a mundialização de notícias cujas declarações veiculadas contém afirmações falsas a respeito de um determinado assunto, isto é, carregam Fake News consigo, expõem o público-alvo a informações dissimuladas ou, por vezes, fictícias acerca da realidade. Nesse sentido, inúmeros problemas socioeducacionais são causados ao indivíduo devido a essa prática, dado que provocam uma alienação da população em proporções planetárias e evidenciam a corruptibilidade da mídia hodierna. Logo, faz-se impreterível destrinchar os potenciais perigos da propagação paradoxal de inverdades na era da informação.
Em primeira análise, ressalta-se que esse problema concatena um processo brutal de limitação do horizonte de entendimento individual no que orbita o mundo ao seu redor. Desenvolvendo essa proposição, consoante pensamento do psicanalista Stanley Milgram, as pessoas as quais sofrem influências perante uma suposta autoridade tendem a entrar em conformidade com elas. Interpretando esse raciocínio, as mídias jornalísticas, em seu papel de detentoras da informação, induzem os seus internautas a assimilarem discursos embora sejam mentirosos, assim, comprovando os percalços propiciados por tal prática.
Paralelo a isso, esse empasse informativo explicita a sobressaliência dos interesses econômicos em detrimento da veracidade das ideias passadas à sociedade. Progredindo esse postulado, segundo o filósofo iluminista Charles-Louis de Secondat, o fundamento moral do direto pode submeter-se às razões da economia. Concluindo esse pensamento, posto que a forma de lucratividade dos institutos transmissores de informação é o seu alcance, a utilização de Fake News apresenta-se como um método para aumentar os ganhos destes, dessa maneira, denotando o quanto as mídias podem ser corruptas.
Infere-se, portanto, que as notícias falsas além de serem um gravíssimo problema revelam deficiências nos meios de comunicação ainda piores. Diante disso, urge, inadiavelmente, que o Ministério das Comunicações, no intuito de diminuir gradativamente a incidência de veiculações daquele tipo, fiscalize a propagação de inverdades no país, por meio de um orgão avaliador de conteúdo jornalístico o qual, em detalhes, haja de maneira a separar notícias falsas sem violar os princípios universais da liberdade de expressão. Enfim, revertendo deflagrada pela obra cinematográfica supracitada.