Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 04/12/2020
A mentira que mata
A Era da Informação é o período histórico atual na qual os indivíduos são capazes de criar, transmitir e opinar em uma informação em tempo real. Contudo, essa interação momentânea, além de possuir benefícios, também, possui malefícios, como a desvirtuação e geração de notícias falsas. Assim, a criação de “fake news” possui perigos e tem causado perdas intelectuais e físicas aos indivíduos e às empresas.
Em primeiro lugar, é cabível analisar os prejuízos intelectuais ocasionados pela disseminação de notícias falsas. Nas eleições de 2018, a atuação do marqueteiro político Steve Bannon influenciou em disputas eleitorais em diversos países, se utilizando de aparatos midiáticos- redes sociais e programas de televisão- e do uso de “Fake News” para atacar adversários e empresas contrárias ao seu candidato. Dessa forma, o uso de inverdades ajudaram a eleger segmentos políticos com pensamentos antidemocráticos e contrários a fatos científicos, que levou a alteração de acordos mundiais para o combate do aquecimento global e proteção do planeta.
Além disso, é notório compreender as perdas físicas causadas pela produção e disseminação de notícias falsas contra empresas, produtos e indivíduos. Segundo Zigmund Bauman, vivemos em um período de pós-modernidade na qual a pós-verdade impera. Nesse sentido, através da fluidez de comportamentos e de representações o real e o irreal se confundem. Como consequência, notícias vêm sendo alteradas para que possuam viés positivo ou negativo para dada finalidade. Portanto, tais manipulações geram perdas físicas às empresas, com depredação de patrimônio, e aos indivíduos, com agressões físicas. Um exemplo de tal problemática foi a morte de uma dona de casa, no litoral paulista, acusada de rituais de magia envolvendo crianças.
Fica claro, portanto, que o uso de “Fake News” é uma problemática que causa perdas à sociedade na Era da Informação. Logo, cabem aos órgão midiáticos e às empresas responsáveis pelas redes sociais a potencialização de mecanismos já existentes de identificação e marcação de notícias falsas. Outrossim, cabe, também, ao Estado, com as Secretarias de Seguranças públicas e de Justiça, uma abordagem conjunta do tema, para que seja discutido meios para reconhecer informações falsas em meios virtuais e penalizar seus criadores. Para tal, é necessário a criação de ambientes de discussões, com equipes multidisciplinares, que busquem entender o modo de propagação e criação de uma “Fake News” . Assim sendo, é possível impedir o uso de mensagens caluniosas que ataquem instituições e indivíduos, evitando, então, a morte de pessoas vítimas dessas mensagens.