Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 30/12/2020

Em meados do século XXI, emergiu a Terceira Revolução Industrial que, por meio do avanço tecnológico transformou, em âmbito mundial, as relações sociais, econômicas e políticas. Nesse contexto, a inserção da internet e das redes sociais no cotidiano da sociedade hodierna incutiu a origem de especificidades no comportamento social. Um exemplo disso é a disseminação de “Fake News”, ou seja, compartilhamento de notícias falsas de cunho sensacionalista que comprometem a veracidade dos fatos. Diante do exposto, as “Fake News”, se constituem como um obstáculo nacional, sendo assim, é preciso analisar as motivações midiáticas e sociais que solidificam essa realidade no cenário brasileiro.

Em primeira instância, convém destacar a manipulação da verdade de determinadas fontes de informações calcada no interesse capitalista como fator problemático. Essa forma de distorção dos fatos não é recente na humanidade, ainda no Regime Nazista a mídia foi responsável por alterar a imagem de Hitler perante a sociedade, sobredourando-o como um homem diplomático e pacífico. Nesse sentido, na sociedade atual, visando o lucro, a verdade é comprometida. Dessa maneira, a dispersão de notícias e artigos sensacionalista objetiva persuadir o leitor, incitando-o a compartilhar a matéria, expandindo seu alcance através, principalmente, das redes sociais como meio de difusão.

Outrossim, a negligência sobre a veracidade dos fatos citados e a falta de seletividade das fontes de notícias pela sociedade impulsionam o quadro atual. De acordo com o pensamento do escritor português José Saramago, existe uma tendência para a preguiça intelectual e nessa tendência os meios de comunicação exercem uma responsabilidade. Analogamente a tal ideia, o compartilhamento de “Fake News” pelos meios de comunicação cria um círculo vicioso, ou seja, uma sessão ininterrupta de eventos em que a divulgação dos fatos, ainda que não comprovados, estimulam a adoção de tal notícia como verídica, assim, sem um método de seletividade de informações, a notícia tende a ser compartilhada novamente.

Portanto, é necessário que o Estado tome providências para amenizar tal realidade. Desse modo, cabe ao Ministério da educação, órgão provedor da educação nacional, em conjunto com a mídia, veículo de comunicação entre Estado e sociedade, criar, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias de caráter informativo que expliquem os malefícios do compartilhamento de “Fake News” e capacitem os cidadãos a adquirir hábitos que permitam comprovar a confiabilidade das fontes e a veracidade das informações antes de repassá-las. Somente assim, será possível combater a passividade nacional sobre as notícias falsas.