Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 07/01/2021
A prática de espalhar notícias falsas já era popular desde a Antiguidade, que eram utilizadas com o objetivo de denegrir a figura do Imperador. Sendo assim, esse cenário não dista da realidade brasileira, pois, com os avanços tecnológicos e a facilidade da troca de informações, a circulação de notícias falsas ainda perpetua, de forma mais rápida, na sociedade. Portanto, a falta de discernimento da população em analisar se as notícias são verdadeiras corrobora para sua propagação, assim, faz-se necessário a análise da temática.
Em primeiro lugar, as “fake news” se tornaram mais populares com as eleições presidenciais dos EUA em 2016, a partir dos boatos lançados sobre Hilarry Cliton, com o objetivo de difamá-la e inferir no voto do eleitor. Sob tal ótica, a falta de informações da população sobre a notícia ocasionou a alienação dela frente a “fake news” propagada. Desse modo, a ausência de debates acerca do assunto e de senso crítico na leitura dos indivíduos colabora para que ocorra a alienação da sociedade, por conseguinte, a disseminação de informações falsas.
Além disso, é imprescindível dizer que o compartilhamento e criação de notícias falsas é considerado crime, conforme o projeto de lei decretado em 2017. No entanto, os infratores ainda saem impunes desse crime devido a banalização e a falta de importância dada a essa infração. Nesse sentido, foi necessário criar meios para que o leitor tanto de noticías quanto de mídias sociais, como Whatsapp e Facebook, confira a veracidade das informações. Tais como as agências “Lupa” e “Aos fatos”, que foram criadas com o intuito de fornecer eios para a checagem de fatos no país em busca da verdade.
Diante do exposto, medidas são necessárias para impedir a proliferação de “fake news”. Logo, o Congresso Nacional deve aplicar multas e aperfeiçoar as agências de verificação, por exemplo, a “Lupa” e “Aos fatos”, por meio da criação de leis e incentivo das empresas de checagem. Essa ação tem a finalidade de desenvolver mecanismos e meios para pessoas leigas nessa temática verificarem a veracidade das informações que lhe foram passadas. Assim, as infrações à lei serão localizadas mais vezes, consequentemente, a disseminação de “fake news” diminuirá.