Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 12/01/2021

Em março de 2020, a pandemia do novo Coronavírus chega ao Brasil. Nesse sentido, para entrar em estabelecimentos comerciais é necessário medir a temperatura das pessoas, mas, a partir de uma “fake news” veiculada pelas redes sociais, a qual afirmava que os termômetros eletrônicos estavam roubando informações do cérebro das pessoas, vários indivíduos recusaram a medição. Desse modo, fica claro o impacto das notícias falsas na era da informação. Logo, a impunidade dos cidadãos que as divulgam e a falta de educação digital devem ser combatidas.

Sob esse viés, vale ressaltar que as informações impactam a vida de todo mundo no século XXI. Nessa perspectiva, os indivíduos que divulgam falsas notícias, muitas vezes, com o intuito de causar o caos ou se autopromover, devem ser punidos. Dessa forma, o presidente Jair Bolsonaro, em 2018, criticou, durante toda a sua campanha, o chamado “kit gay”, o qual estava, supostamente, influenciando as crianças a se tornarem homossexuais e, logo após sua vitória, ele foi desmentido por agências de checagem, mas, mesmo assim, ele saiu impune. Assim, com essas pessoas que espalham “fake News” não sendo punidas, o resultado é uma desordem que pode, diretamente ou indiretamente, modificar o futuro do país, realidade que não pode ser aceita por interferir no processo democrático brasileiro.

Em segundo lugar, é importante destacar que, no Brasil, muitas pessoas não pesquisam ou vão atrás das notícias que recebem em suas redes sociais. Isso se deve por causa que os indivíduos não recebem nenhum ensino de como se comportar nas redes sociais. Sendo assim, o filósofo John Locke fala que, no nascimento, a mente humana é como uma folha em branco e uma boa educação pode estimular o pensamento racional. Em vista disso, sem uma educação voltada para os cidadãos do mundo digital, aqueles com más intenções aproveitam-se dessa realidade para modificar fatos com as “fake news”, cenário insustentável dentro de uma sociedade democrática do século XXI, pois afeta a vida de inocentes , muitas vezes, sem eles saberem.

Portanto, os perigos causados pelas notícias falsas não devem ser negligenciados. Destarte, urge que o poder legislativo, junto ao executivo e judiciário, por meio de projetos, crie e aprove leis mais rígidas contra as “fake news”, tendo em vista que elas podem mudar o futuro do país, a fim de que elas diminuam, haja visto que isso pode ajudar a ocorrer uma reformulação nesse cenário. Também é necessário que o governo federal, no papel do Ministério da educação, invista na educação digital nas escolas e universidades, por meio de verbas públicas, para a população conscientizar-se dos males das notícias falsas. Desse modo, elas nunca mais iriam interferir em uma eleição presidencial no Brasil.