Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 16/01/2021

O acesso aos meios de comunicação é elencado como um direito fundamental de segunda geração, o qual pretende assegurar a democratização de informações e conhecimentos. Entretanto, no Brasil, o crescente compartilhamento de notícias falsas têm deturpado esse direito fundamental, haja vista da influência das ferramentas de comunicação no pensamento e comportamento da sociedade comtemporânea. Assim, torna-se imprescindível discorrer sobre a precariedade da educação nacional e a negligência legislativa como principais propulsores da problemática em questão.

A princípio, num corpo social, no qual a educação é precarizada, os indídyos estão tendenciados a seguir linhas de pensamentos sem a capacidade de pensamento crítico. Como forma de retratar isso, uma canção da banda Engenheiros do Hawaii diz: “o fascismo é fascinante, deixa gente ignorante fascinada”. Dessa perspectiva, a educação ausente na vida dos cidadãos faz com que pensamentos retrógrados sejam disseminados e adotados, principalmente nas redes sociais, na qual a troca de informação é deliberada. No entanto, com o conhecimento, essas informações podem ser analisadas e selecionadas de maneira crítica.

Ademais, o Brasil não possui nenhuma lei concreta direcionada especificamente ao combate de “fake news”, apenas projetos. Dessa maneira, é razoável concordar com o jornalista e escritor Carlos Lacerda, o qual afirmava que a impunidade gera a audácia dos maus. Nessa lógica, enquanto no cenárioa atual brasileiro não houver engajamento legislativo para atravancar os disseminadores de notícias falsas, mediantes punições legais, esses agentes continuarão conturbando a estabilidade social. Apesar dessa realidade, o eleitorado consciente é capaz de mudar os representantes políticos e, consequentemente, a situação legislativa atual.

Portanto, urge ao Estado o principal papel de combate à essa lamentável realidade, as “fakes news”. Objetivando isso, cabe ao Ministério da Educação promover fundos financeiros adicionais para a educação nacional, o qual será destinado às campanhas socioeducativas nas escolas brasileiras. Essas campanhas deverão ser desenvolvidas por lecionadores da área das ciências humanas, pois deverão ter a temática ética, política e atualidades. Com isso, pais e alunos terão acesso a informações e conceitos seguros para a formação do senso crítico e combate às falsas notícias.