Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 16/01/2021

A questão da proliferação de notícias falsas é tão antiga quanto a Revolta da Vacina, marcada pela circulação de vários boatos sobre a vacinação obrigatória na época. Semelhante ao cenário histórico, hodiernamente, a disseminação de informações foi facilitada com o advento da internet, o que aumentou o risco de compartilhamento de fake news na internet. Dessa forma, convém analisar os fatores nocivos do quadro, tais como: a popularização das redes sociais e a falta de verificação das informações,  a fim de atenuá-los.

Em primeiro plano, vale destacar que apesar do avanço da internet ter seus impactos positivos, como a democratização da informação, também há efeitos negativos, à exemplo da pulverização de inverdades. Nesse sentido, nota-se que o pensamento de Pierre Bourdieu: “O que foi criado para ser instrumento de democracia direta, não deve ser convertido em mecanismo de opressão simbólica”, vai em desencontro à realidade, em que a proliferação de fake news é recorrente por conta da facilidade da puplicação de conteúdos no espaço virtual.

Ademais, outro fator impulsionador da problemática é a ausência de averiguação das notícias. Por esse viés, nota-se que a questão encaixa-se ao conceito de pós-verdade, em que fatos objetivos e reais, têm menos importância que crenças pessoais. Sendo assim, a falta de verificação das fontes ocorre pois as pessoas tendem a confiar em informações que confirmem seu modo de pensar, muitas vezes sendo manipulados.

Portanto, urgem medidas para amenizar a problemática. Logo, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, responsável pela formulação de políticas tecnológicas, juntamente com as redes sociais, aumentar a segurança dos usuários, por meio do desenvolvimento de um algorítmo que verifique a veracidade das informações veículadas, a fim de diminuir a proliferação de inverdades. Além disso, o mesmos agentes devem divulgar campanhas midiáticas que fomentem a busca por fontes confiáveis de informação, com o intuito de incentivar o senso crítico da população cibernética. Assim, a sociedade poderá desfrutar do espaço virtual tranquilamente, e casos como a Revolta da Vacina ficarão apenas na história.