Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 25/03/2021
O Dia da Mentira teve origem no Brasil no século XIV, através da publicação de uma Fake News em um periódico mineiro. Tal matéria foi publicada no dia 1° de abril e dizia a respeito da suposta morte do imperador Dom Pedro II, no entanto, por se tratar de uma mentira, a imprensa teve que desmenti-la devido a seu demasiado alcance. Quase dois séculos depois, a propagação de notícias falsas se intensificou especialmente nas redes sociais, aumentando a manipulação de dados e causando inúmeros transtornos sociais, os quais são um risco principalmente para a saúde pública. Dessarte, é fundamental um debate a cerca dessa problemática.
Dentro desse contexto, as mídias sociais, por serem uma fácil e rápida via de transmissão de informação, acabaram se tornando o centro de propagação de Fake News da atualidade. Em vista disso, muitos dos “vilões” da internet distorcem fatos ou criam dados falsos a fim de os compartilhar e, portanto, difamar e prejudicar determinado alvo, seja ele uma celebridade ou empresa etc. Um exemplo disso, foi o caso Marielle Franco, com a propagação de mentiras publicadas no Twitter como “Marielle engravidou aos 16” ou “Marielle defendia bandidos” etc, todas criadas com o intuito de distorcer sua imagem e interferir no julgamento de sua morte.
Ademais, “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”, frase dita pelo Ministro da propaganda de Hitler em um contexto de Guerra mundial, exprime a ideia de que, ao atingirem determinada divulgação, as notícias falsas passam a atingir uma perigosa taxa de credibilidade. Analisando esse conceito atrelado ao sistema de saúde pública, manchetes como “cloroquina cura 98,78% dos pacientes”, publicada nas redes sociais e discordada pelo site da UOL, geram um cenário perigoso, uma vez que sua disseminação pode levar pessoas a adotarem tratamentos arriscados e não comprovados, como no caso da cloroquina. Analogamente, existem ainda diversos movimentos baseados em teorias da conspiração compartilhadas nas mídias sociais, como o movimento antivacina, que comprometem a saúde pública ao contribuírem para o ressurgimento de doenças erradicadas, por exemplo.
Isto posto, é notável as ameaças que as Fake News trazem para toda a sociedade brasileira. Dessa forma é essencial que as mídias sociais, aliadas a ONGs, desenvolvam campanhas para conscientizar e educar as pessoas a avaliarem a credibilidade de notícias, através de publicações que guiam o leitor a checagem de fonte, data e leitura crítica da matéria. Além disso, é fundamental que o Ministério da justiça intensifique a punição daqueles que propagam tais notícias, por meio de multas mais altas e detenções maiores, a fim de evitar sua disseminação. Dessa maneira, é possível que em breve sejam poucas as vítimas desse fenômeno.