Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 21/04/2021
" Conhecimento é, em si, um poder". A afirmação do filósofo Francis Bacon simboliza claramente a incapacidade da população de reverter os perigos das “Fakes News” na era da informação, já que é justamente a deturpação de fatos em conjunto com o desconhecimento populacional acerca da situação, são os fatores determinantes que reduzem o poder de mudança dessa realidade. Nesse sentido, essa problemática tem origem indubitável da falibilidade estatal. Dessa forma, não só a manipulação midiática, como também a desinformação nas camadas populares, contribuem para a manutenção desse paradigma no corpo social brasileiro.
A priori, torna-se claro como as “fakes news” originam-se da mídia, pois este é o campo a qual elas se perpetuam. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, “as redes sociais são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha”, essa reflexão pode ser facilmente atribuída ao deturpamento de fatos, pois apesar da mídia ser a via a qual se propaga informações que contribuem positivamente para o âmbito social, caso sofram alterações, podem influenciar erroneamente indivíduos à acreditarem equivocadamente nessas informações manipuladas e divulgando-as, pois os sujeitos que estão inseridos nesses meios, por falta de auxílio, por vezes acabam perpetuando as “Fakes News”, ocasionando a desinformação na sociedade.
Ademais, percebe-se que o desconhecimento populacional cristaliza os perigos da “Fakes News” na pós-modernidade. Ilustra-se esse quadro por meio da desvalorização do conhecimento científico que se intensifica por causa da disseminação de “desinformações” a uma parte de indivíduos, que além de estarem sendo influenciados pela mídia, em razão da falibilidade estatal, não tiveram instrução educacional acerca determinados assuntos, dessa forma, esses indivíduos acabam por serem atingidos fortemente pelas “Fakes News”, tal que, dessa maneira credibilizando grupos que desvalorizam a ciência, como: movimentos antivacinas e o “terraplanismo”.
Fica evidente, portanto, tal situação se aprofunda na falibilidade estatal. Para combater esses empecilhos, torna-se necessário que o Governo Federal destine mais recursos para o Ministério das Comunicações, com intuito de criar uma campanha publicitária denominada: " Diga não as Fake News", visando auxiliar e instruir pessoas acerca da desinformação, educando-as e incentivando a buscarem fontes confiáveis. Além disso, essa campanha permeará por meio de canais televisivos, redes sociais e programas de rádio, para dessa forma conscientizar o máximo de pessoas, transformando aos poucos a desinformação que se perpetua no corpo social brasileiro em um conhecimento, que é um poder, como mencionado por Francis Bacon.