Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 03/05/2021

Em 1937 foi divulgado o Plano Cohen, documento falso disseminado no período varguista, o qual afirmava que os comunistas iriam tomar o poder, tal notícia falsa contribuiu para a instauração do Estado Novo. Percebe-se, que a disseminação das “fake news” possui um caráter histórico que predomina até hoje, seja pela negligência governamental ou pela baixa qualidade de leitura e interpretação do brasileiro. Nesse contexto, não há dúvidas que a persistência desse problema deve ser combatida.

Convém ressaltar, a princípio, que a Constituição Cidadã de 1988 condena qualquer prática de injúria e difamação, todavia o Poder Executivo não executa esse direito. Consoante Aristóteles, a política serve para garantir a felicidade do cidadão, logo, nota-se que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil à medida que o Estado não implementa projetos que proíbam as notícias falsas, causando perigo e constrangimento ao alvo da mentira, fazendo os seus direitos ficarem apenas no papel.

Outrossim, o analfabetismo funcional de uma parcela da população favorece à proliferação das “fake news”, visto que não conseguem interpretar a informação que estão lendo. Tristemente, o nível de leitura do brasileiro ainda é muito baixo, consequentemente seu poder de crítica também. Indo contra o filósofo Descartes, que afirma ser preciso questionar tudo o que vê, para, assim, se chegar a verdade. Nesse ínterim, uma mudança nos hábitos da população é fundamental para transpor o perigo das notícias duvidosas.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para solucionar essa problemática. O Governo Federal em conjunto das mídias sociais e rádios devem promover o esclarecimento da população, por meio de debates informativos, com exemplos de fatos adulterados e dicas práticas de como reconhecer suas características. Espera-se, com isso, construir uma sociedade mais crítica sobre os dados que lê e que prese pela verdade no que compartilha.