Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 08/05/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê o acesso à informação como inerente a todos os cidadãos brasileiros. Porém, tal prerrogativa não tem repercutido com ênfase na prática quando se observa os perigos das Fake News na era da informação. Dessa forma, faz-se imperiosa a análise dos fatores que contribuem para a problemática, como a falha na educação digital e a influência midiática.

Em primeiro lugar, é oportuno pontuar que a ausência de medidas governamentais possui íntima relação com a falha educacional no que tange a informação. Nesse sentido, o hábito de repassar notícias sem a devida atenção reflete significativamente no uso de ferramentas digitais e evidencia a falta de instrução social como motivador do problema. Essa conjunta, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, uma vez que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos gozem de direitos indispensáveis, como o direito à educação e à informação, o que infelizmente é evidente no país.

Outrossim, é fundamental apontar a influência da mídia como impulsionadora do problema no Brasil. Segundo o teórico Pierre Bourdieu, “aquilo que foi criado para se tornar nstrumento de democracia direta não deve ser convertida em mecanismo de opressã simbólica”. Entretanto, a sociedade atual contraria o pensamento do autor ao fazer uso do direito à liberdade para restringir o direito do outro, já que muitos impõem e divulgam seus pensamentos e recusam qualquer contraposição, mesmo que estejam errados. Nesse sentido, as redes sociais atuam como difusora de pensamentos falsos, cenário que é inadmissível que continue a perdurar.

Portanto, em virtude dos fatos mencionados, faz-se necessário que o Governo - órgão responsável por administrar o Estado -, implemente, por meio de um plano de ensino, a ministração de aulas acerca dos usos da internet e seus malifícios, para que a comunidade escolar busquem se informar por meio de fontes seguras. Fazendo isso, o Estado estará cumprindo seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.