Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 21/05/2021

O filme “Rede de Ódio” abrange acerca de um cenário catastrófico na Polônia devido à disseminação de notícias falsas na internet. Diante disso, pode-se observar os reais riscos de informações equivocadas na sociedade, tendo em vista que a radicalização política e a corrupção do mercado midiático, relatados na cinematografia, já estão presente na realidade contemporânea. Dessa maneira, com o crescimento exponencial de alterações em notícias e da manipulação social, faz-se necessário analisar os pretextos que corroboram com essa problemática.

Nesse viés, cabe abordar o controle político sobre campanhas eleitorais nas redes sociais. Segundo o, filósofo e sociólogo, Pierre Lévy, vivemos em uma cibercultura perpassada pela internet, a qual perdemos o limite sobre a realidade e o virtual. Deste modo, os partidos políticos se aproveitam do descontrole para difamar um concorrente e se sobressair nos votos. Isso ocorre por meio de “dark post” -anúncios personalizados- direcionados ao perfil pré-selecionado, que tem maior probabilidade em acreditar na publicação, e instigando à propagação da mensagem e desecadeando um efeito cascata. Como exemplo disso, ocorrido nas eleições de 2018 no Brasil, a invenção de um suposto “Kit Gay” distribuido pelo Ministério da Educação e financiado pelo candidato Fernando Haddad, que, quando foi desmentido, já havia tomado uma repercurssão inrreparável e manipulado a mente de  eleitores.

Entre as consequências desse quadro forjado cabe destacar a extremização das questões políticas, que afetam diretamente a democracia do país. Conforme o conceito de “viés de confirmação” trazido da psicologia, o ser humano tende a confiar em informações que confirmam sua visão já preexistente. Logo, estas “fake news” direcionadas acarretam numa polarização extrema e na pós-verdade enraizada -a perca da importância dos fatos reais em detrimento de jogos emocionais. Com isso, a sociedade deixa de lutar em prol da democrácia e igualdade, e se torna individualista em prol de grupos políticos.

Portanto, com o intuito de abolir a difusão de notícias falsas e a alienação política por esta causada, cabe ao Governo Federal, em parceria com emissoras televisivas e jornais digitais, a criação de uma website para checagem de notícias, por meio de caixas de pesquisas especificas - como eixos políticos, culturais e internacionais-, tendo como exemplo o já existente site americado “PolitiFact”. Ademais, cabe ao cidadão o dever de conferir as informações que chegam por meio de aplicativos, como WhatsApp e Instagram, afim de não ser influenciados por imitações do real e não corroborar com a distribuição de mentiras.