Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 21/05/2021
Na obra 1984, do autor inglês George Orwell, é retratada um realidade autoritária e repressora, que utiliza da mídia falsificada como meio de manipulação dos indivíduos, sempre de forma alarmante e mentirosa. Fora da ficção, nota-se que tal movimento ainda ocorre, entretanto pode não ser comandado majoritariamente por governantes como no livro, e sim por usuários comuns das redes sociais que utilizam desse recurso para enganar pessoas e se aproveitarem das grandes confusões que surgem ao redor das fake news. Visto isso, faz-se crucial compreender de que maneira essa onda da desinformação se amplificou e como suas consequências impactam a sociedade moderna.
Em primeiro plano, sabe-se que historicamente a comunicação em massa tornou-se um grande recurso na vida cotidiana, fato que se fortaleceu ainda mais com o advento da internet e a Era da Informação iniciada no século 20. Neste contexto, cada vez mais pessoas tiveram acesso à qualquer tipo de informação de maneira instantânea, algo que embora seja um grande avanço também gerou alta propagação de notícias infundadas, as chamadas fake news, a pontos alarmantes. De acordo com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, dos Estados Unidos, notícias falsas se espalham 70% mais rápido que as verdadeiras, além de atingirem mais pessoas, dado que evidencia o quadro preocupante das mídias sociais atualmente, uma vez que todo usuário tem a liberdade de postar qualquer tipo de material e propagá-lo independente da comprovação de sua origem.
Ademais, consequentemente essa problemática cria uma grande camada de desinformação e confusão por parte dos usuários. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman “As redes sociais são uma armadilha”, e de fato isso se mostra através dos grandes impactos que as mídias trouxeram de maneira negativa à contemporaneidade. Um exemplo fortemente discutido foi o das eleições norte-americanas de 2018, caso em que a difusão de notícias falsas a respeito dos candidatos foi altamente amplificada nas redes, gerando dúvidas até mesmo sobre veracidade dos resultados nas votações do país.
Fica evidente, portanto, a tamanha gravidade acima da disseminação dessas notícias criminosas e a urgência com que devem ser combatidas. Logo, urge que os Ministérios da Educação e Tecnologia garantam que a população seja capacitada para detectar e denunciar a ocorrência de fake news, por intermédio de políticas públicas que financiem campanhas de conscientização e educação do usuário, feitas nas instituições de ensino, a fim de que os indivíduos não sejam tomados pela desinformação e pelos resultados maléficos que ela carrega, estimulando, assim, a evolução da comunicação de massas bem como os debates feitos por meio das redes, para que estejam sempre fundamentados em fatos comprovados e reais, em prol de uma melhor utilização da tecnologia de forma geral.