Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 19/07/2021

No final do século XX, o advento da internet provocou inúmeros benefícios, como a facilitação do acesso aos conteúdos informacionais. No entanto, junto a este, eclodiram alguns problemas, tal como a velocidade da disseminação de “Fake News”. Diante disso, convém analisar como a negligência estatal e a falta de letramento social corroboram para a permanência dessa temática.

Em primeiro lugar, pode-se apontar a ineficiência legislativa como origem da problemática. Segundo o clérigo francês Richelieu, criar uma lei e não velar pela sua execução é o mesmo que autorizar aquilo que se deseja proibir. Desse modo, a existência de leis que, na teoria, deveriam punir a disseminação de boatos com a intenção de prejudicar alguém ou obter lucro não é suficiente para cessar essa prática, uma vez que enquanto o crime não implicar na certeza de punição, existirão indivíduos dispostos a praticá-lo. Posto isso, é nítido que a persistência do debate em questão evidencia a atual inabilidade dos mecanismos legais de justiça para lidar com o problema.

Ademais, outro fator contribuinte é a falta de letramento do corpo social. Dessa forma, de acordo com dados no Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), uma notícia falsa tem 70% mais chances de viralizar do que uma verdadeira. Nesse contexto, fica claro que a sociedade, em sua maioria, não consegue diferenciar o verdadeiro do falso, pois não possuem o acesso a um ensino de mundo mais consciente, não sabendo identificar o interesse da mensagem ou o contexto no qual um conteúdo foi produzido. Logo, torna-se imprescindível que se elabore ferramentas para que as pessoas possam questionar, de forma autônoma, as informações que recebem.

Portanto, mediante aos fatos supracitados, são necessárias medidas para solução de tal problemática. Sendo assim, cabe ao Poder Legislativo – órgão responsável pela elaboração e revisão de leis – desenvolver ações para tratar da temática em questão. Isso deve ser feito por meio de severas fiscalizações nos meios midiáticos, com o intuito de punir aqueles que propagarem notícias inverídicas. Além disso, a mídia deve criar projetos que demonstram à toda população formas de identificar informações fraudulentas. Assim, espera-se que a dispersão desse tipo de informação seja interrompida.