Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 26/05/2021
Distopia informacional
O livro “1984”, de George Orwell, apresenta um governo autoritário que tinha como principal forma de opressão a disseminação de “fake news”. Com essa estratégia, o governo era capaz de “mudar a história” ao seu favor e cegar a população para as verdadeiras informações. Na conjuntura hodierna, nota-se um semelhante cenário, no que tange aos perigos das “fake news” na era da informação. O avanço da tecnologia facilita a proliferação das notícias falsas pela internet, o que gera uma população alienada aos verdadeiros comunicados.
Nessa perspectiva, é lícito destacar a alienação da sociedade como consequência das informações falsas. Para a sociologia, o estado de alienação extingue a capacidade dos indivíduos de agirem e pensarem por si próprios. Consequentemente, a sociedade se torna vulnerável aos perigos das “fake news”, alheia ao senso crítico e à sensatez moral. É indubitável que uma sociedade mau informada representa uma sociedade manipulável, e isso apresenta perigos para o desenvolvimento do país e para os direitos dos cidadãos. Portanto, faz-se impenscidível a dissolução dessa realidade.
Outrossim, é possível somar aos aspectos supracitados a negligência governamental quanto ao cenário. É previsto o direito à educação na Constituição, isto é, direito ao conhecimento concreto, legitimado e verdadeiro. Contudo, no cenário contemporâneo, é nítido que tal direito é ilusório, uma vez que as figuras políticas do Brasil divulgam notícias falsas constantemente. Surge em 2021 a CPI da COVID, que objetiva investigar as “fake news” publicadas pelas autoridades políticas. Diante disso, é evidente que o governo falha com a população e com o Contrato Social, apresentado por Rousseau: o Estado não cumpre com o dever de garantir o bem-estar da sociedade brasileira.
Em virtude dos fatos elencados, são fundamentais ações que promovam mudanças. Destarte, o Ministério da Educação e o Ministério da Cidadania devem criar forças-tarefas que visem erradicar a circulação de informações falsas no Brasil, por meio de verbas direcionais pelo governo federal e com o auxílio de profissionais qualificados, com o objetivo de impedir o estado de alienação dentre os indivíduos brasileiros. É de responsabilidade desses órgãos garantir a chegada de informações exclusivamente verdadeiras até a população, por intermédio de fiscalizações promovidas pelas autoridades. O Senado precisa elaborar leis que irão punir aqueles que divulgam informações falsas, por crime de responsabilidade e por demonstrarem perigo para a sociedade e o seu desenvolvimento, por meio de reuniões promovidas com esse propósito. Com essas medidas, o quadro brasileiro em relação aos perigos das “fake news” se afasta daquele apresentado na obra “1984”.