Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 18/06/2021

Pânico. Preconceito. Violência. Esses são exemplos de consequências que caracterizam a disseminação de notícias falsas pela internet, uma vez que algumas pessoas são facilmente manipuláveis ao lerem uma mensagem que anuncie algum perigo alarmante. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos em virtude da falta de educação digital, e a falta de punição para criadores de fake News no Brasil.

A princípio, a insuficiência de uma instrução tecnológica adequada caracteriza-se como um complexo dificultador. Em vista disso, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso esclarece a causa do problema: muitas pessoas não possuem acesso a uma perspectiva sobre Fake News, acarretando numa ingenuidade que dificulta a erradicalização do problema.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a falta de medo de uma penalidade para os que compartilham tais informações mentirosas. Nesse sentido, o poeta Pablo Neruda afirma: “Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências”. Porém, na realidade, há um descumprimento das punições sob as pessoas que criam e compartilham notícias falsas na internet, o que as causam um sentimento de superioridade e o ciclo de manipulação se torna infinito.

Desse modo, é indispensável que o governo federal crie um sistema de denúncias eficaz, que tenha como objetivo retirar do ar e punir os responsáveis que dão origem à informações falsas, além de que a mídia use sua influência para alertar e divulgar à população sobre sites – como a Agência Lupa, Fato ou Fake, E-farsas… - que verificam se a informação é verdadeira ou não. Somente dessa forma, será possível construir uma rede de informações mais confiável, que gera menos pânico, preconceito e violência no país.