Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 29/06/2021

Na Grécia Antiga, para o sofista Protágoras, o homem era a medida de todas as coisas, ou seja, a verdade era individual. Milênios depois, alguns indivíduos ainda encampam tal filosofia para benefício próprio. Sendo assim, convém analisar os perigos das “fake news” na era da informação, seja emitidas por pessoas comuns em suas redes sociais ou por personalidades públicas.

À princípio, ainda que aparentemente inofensivas, as mensagens falsas emitidas ou propagadas por pessoas não famososas podem causar danos aos demais, como a promoção de desinformação ou ainda danos físicos e psicológicos. A exemplo disso, o jogo Baleia Azul levou muitos jovens á depressão e até ao suicídio, com práticas macabras, utilizando as redes sociais. Nesses jogos, pessoas mal intencionadas induziam as vítimas sob a falsa alegação de demonstração de coragem.

Outrossim, “fake news” têm sido adotadas em discursos políticos e institucionais.  Por exemplo, o negacionismo adotado pelo ex-presidente norte americano Donald Trump adotado na aurora da pandemia do coronavírus, contrariando as autoridades de saúde mais conceituadas da época. De fato, como defende Hegel, a História é um mito consentido, uma vez que a narrativa oficial, não obstante travestida de verdade, pode apenas defender o interesse de um grupo social.

Por fim, medidas concretas são necessárias para solucionar a problemática. Para tanto, as redes sociais devem bloquear publicações de notícias atestadas falsas, por meio de inteligência artificial, com intuito de identificar padrões de mensagens nocivas semelhantes, a fim de conter sua transmissão, semelhante ao bloqueio automático de fotos de nudez no Instagram. Além disso, é profícuo que as escolas promovam campanhas educativas de promoção ao pensamento de crítico quanto as mensagens virtuais, por intermédio de jogos de filosofia. Dessarte, a maiêutica de Sócrates se universalizará, resguardando o cidadão das sofismas.