Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 30/06/2021
Promulgada pela Organização das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à liberdade e ao bem-estar social. Contudo, parte da população não pode usufruir desses direitos, devido as fake news na era da informação. O qual está relacionado a um silenciamento midiático e uma lacuna escolar.
Em primeiro plano, vale salientar a mídia como fomentador da questão. De acordo com o sociólogo Pierre Bourdieu, ‘‘O que foi criado para ser mecanismo de democracia não deve ser convertido em instrumento de opressão’’. Nesse viés, é possível notar que a mídia, geralmente, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da conjuntura social, colabora com a propagação do problema, visto que a omissão dos meios de comunicação acerca dos perigos das fake news e sua rápida apuração ocasiona a falta de conhecimento da sociedade a respeito dessa problemática, dificultando sua erradicação. Desse modo, a mídia perpetua essa triste realidade.
Ademais, a questão encontra forma de expansão na base educacional lacunar. Segundo o filósofo Kant, ‘‘O homem é resultado da educação que teve’’. Nessa perspectiva, se há um problema social, há como base a formação escolar, que tem como objetivo preparar o cidadão para um conjunto de problemas futuros, dando alicerces para resolvê-los. Porém, não se vê tal feito sendo concretizado, uma vez que grande parte da população fica espalhando falsas informações, dificultando o cotidiano do cidadão, tal como em Belo Horizonte, em que uma informação propagada no ‘‘whatsapp’’ sobre o fechamento de estações de metrô e shoppings em razão da queda de uma chuva, ocasionou no pânico em grande parte da população da cidade, que ocorreu porque a escola não conseguiu fixar a necessidade pela procura da veracidade das informações recebidas.
Portanto, um diálogo entre Estado e sociedade é a medida que se impõe. Para que seja reduzido os problemas causados pelas fake news, é necessário que o Ministério da Educação promova aulas e palestras de como apurar as informações e identificar se são falsas, por meio de um projeto a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele, deve constar a necessidade de ensinar desde cedo sobre as consequências das notícias falsas para o bem-estar da sociedade e como elas prejudicam o modo de viver, a fim de promover uma sociedade conscientizada, que procure canais oficiais de informação. Assim, o bem-estar da população estará sendo garantido.