Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 26/07/2021

Segundo o Instituto Mundial de Pesquisa (IPSO), em 2018, 62% dos entrevistados do Brasil admitiram ter acreditado em notícias falsas (as famosas fake news), valor acima da média mundial que é de 48%. Isso deve-se, devido a facilidade no acesso online, possibilitando a criação de notícias fraudulentas, em virtude de redes sociais, como Facebook, Instagram e blogs. À vista disso, as fake news ganharam muito espaço na sociedade, tendo impacto diretamente na privacidade de muitas pessoas.

Convém ressaltar, a princípio, que o acesso online é um fator determinante para a persistência do problema. Três em cada quatro brasileiros têm acesso à internet no país, 74% da população brasileira está exposta a notícias falsas e aos danos que elas podem causar. Como consequência, temos a propagação de notícias falsas, que se agravam ainda mais perto das eleições e agora, nesse ano, na pandemia, com a chegada da vacina.

Outro cenário agravante é a popularidade das mídias sociais. Com o passar dos anos a exposição das pessoas na internet, com postagem de  fotos, relatos pessoais, favorece a visualização por outros, que podem utilizar para fins de uma fake news. Como exemplo, temos a Xuxa que em 2008, foi vítima de publicação religiosa, imputando que ela, “fez pacto com o diabo” em troca de sucesso, a apresentadora negou os rumores, processando os responsáveis, saindo vitoriosa, porém, ficou marcada em sua carreira.

Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Especialistas no assunto, com o apoio de ONGs devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre as fake news. Tais ações devem ser feitas por meio de palestras, que conscientizem a população sobre os perigos e consequências de fake news. O governo em conjunto com a Justiça Eleitoral, devem criar leis com intuito de punir os resposáveis por publicar notícias falsas. Sejamos íntegros, não faça ao outro, o que não permite a você. A verdade é a melhor das virtudes!