Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 26/07/2021

Com o advento das tecnologias modernas de comunicação oriundas da Revolução Informacional, a velocidade que meros “bytes” de informações percorrem as redes virtuais aumentou drasticamente. Contudo, o controle da veracidade destes dados foi proporcionalmente afetado. No Brasil, segundo o site do G1, mais de 70% da população com acesso à internet já acreditaram em uma fake news sobre o coronavírus. Nesse sentido, a disseminação de notícias falsas causa danos públicos e transforma as redes sociais em um campo minado.

No aspecto supracitado, referente aos danos públicos, é essencial apontar as consequências geradas na sociedade. De acordo com o jornal da BBC, pesquisadores apontaram que ao menos 800 brasileiros morreram por conta de informações falsas relacionadas ao covid-19 nos três primeiros meses de 2020. Consequentemente, as fake news têm impacto direto na vida pública, uma vez que atrasa o progresso de quaisquer conscientizações sociais necessárias.

Também é importante retomar o fato do constante sentimento de insegurança na hora de acreditar em uma publicação nas redes sociais. Uma pesquisa feita pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, em 2018, concluiu que fake news espalham-se 70% mais rápido que as verdadeiras. Nessa perspectiva, é evidente que a dúvida e conflitos causados pelas informações falsas são cada vez mais constantes, tornando as redes digitais em um “mato sem cachorro”.

Portanto, são de suma importância medidas para reverter o cenário de desinformação atual. Com isso, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações  juntamente com as grandes empresas donas das redes sociais utilizadas no Brasil devem adotar o banimento por IP de usuários e veículos que espalham fake news e instruir a população a sempre conferir a validade de toda publicação por meio de próprias publicações oficiais na internet. Tais medidas são imprescindíveis para impedir o caos construído pela desinformação.