Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 21/10/2021
os impactos do negacionismo sobre o século XXI
Na história alegórica “O Mito da Caverna”, o filósofo Platão faz uma reflexão sobre a maneira como o ser humano vive limitadamente, preso em crenças costumeiras. Se contextualizada no Brasil atual, tal método reflexivo geraria diversos debates acerca dos impactos do negacionismo sobre a sociedade contemporânea. Nessa conjuntura, dois aspectos resultantes destacam-se: a deslegitimação de instituições e ciências e o risco á vida.
Em primeiro plano, deve-se mencionar a desvalorização de instituições e das ciências como grande sequela do negacionismo. No filme “Negação”, a pesquisadora Deborah, interpretada pela atriz Rachel Weisz, refuta um historiador que prega a inexistência do Holocausto. Assim como no filme, no Brasil, diversas vezes, fatos comprovados por profissionais da área são renegadas por grupos populacionais sem nenhum embasamento confiável. Exemplo dessa é o movimento antivacina, que consiste em uma crença de que os imunizantes são responsáveis por acarretarem problemas de saúde, mesmo com pesquisas feitas por cientistas no mundo inteiro provando não só a eficácia, mas também a necessidade da vacinação.
Em segundo plano, observa-se o risco que crenças sem fundamento geram á vida. O teórico político Thomas Hobbes afirma que: “o homem é o lobo do homem”. Nesse âmbito, a seguinte frase pode ser reafirmada quando nota-se alguns aspectos do ano de 2020, no ápide da pandemia do coronavírus, quando notícias que anulavam a prestabilidade do isolamento social e uso de máscaras provocaram milhares de mortes no país. Ademais, é notório que a descrença de fatos comprovados pode gerar danos irreversíveis para a população que, muitas vezes, por não possuir acesso digno a informação, acaba simpatizando e proliferando fake news. E como consequência, é formada uma sociedade marcada pela alienação, sendo essa, muitas vezes, a maior responsável pelo risco á sua existência. Logo, é inadmissível que esse quadro perdure.
Conclui-se, por fim, a necessidade de uma intervenção governamental. Isto posto, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com escolas e universidades, promover a conscientização acerca da importância das ciências no mundo atual, por meio de palestras socioeducativas, a fim de aflorar nos grupos sociais o zelo e confiança nas comunidades científicas, responsáveis pela nossa qualidade de vida. Assim, será consolidada uma sociedade mais plena, em que a sociedade se desprende de suas crenças costumeiras, como propõe Platão.