Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 14/08/2021
O livro “A Morte da Verdade” retrata as implicações de uma sociedade cansada, em que falsas promessas, de um líder totalitário, são consumidas como o remédio para salvação, sendo, portanto, a principal consequência disso tudo, o desfalecimento da verdade. Fora do mundo literário, a destruição da reputação de pessoas, levando a exclusão social, econômica e política delas, e a morte por causas ignorantes, são os destaques no ranking de implicações das notícias falsas. De tal forma a viabilizar uma análise dos perigos das fake news na era da informação.
Assim, antes de mais nada é valido ressaltar que as notícias falsas não teriam essa influência pandêmica se deixassem de receber o apoio dos governos mundiais, que veem nelas a chance de lucrar política e economicamente. Sob essa lógica, Hannah Arent, filósofa alemã, diz que o súdito ideal de um governo totalitário, como foi o nazista e o comunista, não é um extremista, mas sim aquele que não consegue mais diferenciar o verdadeiro do falso. A exemplo disso se tem o caso da ex-candidata à presidência americana, Hillary Clinton, para a qual foram criadas fake news com o objetivo de difamar ela e a excluir do cenário político. Destarte, deixando evidente que a veiculação de informação deturpadas é a principal arma, com capacidade de derrubar presidentes, falir conglomerados e matar tribos inteiras, da disfuncional e preconceituosa atualidade.
Ademais, a desinformação no que concerne o campo da saúde é uma das principais causadoras de morte no contexto de Covid-19, uma vez que as campanhas antivacina têm tomado proporções alarmantes devido a um consenso de pré-informações midiáticas. Acerca disso, o escritor norte-americano Robert A. Heinlein defende que é mais fácil convencer mil homens por meio do uso de seus preconceitos do que um através da lógica. Dessa maneira, tem-se como referência o caso do estado da Louisiana, nos Estados Unidos, em que por causa das correntes de conversa no Whatsapp, mais da metade da população não se vacinou, causando mortes em massa, segundo reportagem da BBC. Portanto, reafirmando a vigente realidade distópica do mundo, na qual se preferem desacreditar na ciência que surgiu exatamente para evitar o que está acontecendo: a extinção da humanidade.
Á vista do exposto, faz-se dever do Ministério Público Federal, o combate às fake news por meio da elaboração de um plano de segurança nacional, que desestruture a cadeia de produção delas ao findar a possibilidade de lucro de seus integrantes, visando, desse jeito, restituir a verdade no solo nacional. Além disso, para aniquilar de vez os perigos das notícias falsas, vulgo a ameaça à saúde pública, a polícia federal deve formar um grupo de combate, capaz de identificar, prender e punir os responsáveis pela divulgação dos conteúdos.