Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 09/08/2021
A Magna Carta brasileira garante o direito do acesso a editoriais se a determinada mídia propagar exclusivamente reportagens e pesquisas verdadeiras. No entanto, essa jurisprudência é contestada, uma vez que há a problematização dos perigos das Fake News na era da informação. Inquestionavelmente, essa falha ocorre devido à insuficiência de palestras de ensino, em escolas e faculdades, voltadas para a necessidade de erradicação de notícias falsas e à falta de regulamentação de leis que visam extinguir a disseminação de matérias equivocadas em redes socias.
A princípio, deve ser ressaltado que o Estado falha ao não promover discussões, em instituições de ensino, voltadas para os perigos das Fake News. Indubitavelmente, modalidades de ensino voltadas para como evitar jornais caluniosos na internet são necessárias, mas a falta de investimento governamental nessas palestras acarreta a desinformação populacional. Inegavelmente, a carência de apoio de órgãos públicos a essa lecionação, tem como seguimento o desconhecimento das massas sobre as maneiras de diferenciação de matérias jornalísticas falsas e verdadeiras, fato esse que contribui para os altos índices de propalação de editoriais errôneos. Por consequência da falta de investimento em palestras educacionais e na insipiência da população, os índices de alastramento de notícias inexatas irão continuar, pois, elas não serão identificadas, afirmação que é exemplificada pelo Canal Tech, com o índice de 62% de brasileiros que não sabem reconhecer uma reportagem ilegítima.
Além disso, é de conhecimento público que a exiguidade de regulamentação de leis é um dos empecilhos que impedem o conhecimento da população sobre os perigos das Fake News. Sob o mesmo ponto de vista, segundo o veículo de informações UOL, as leis existentes, como a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet, que combate a proliferação de notícias falsas, são uma previdência, mas somente com os decretos regulamentares são determinados os detalhes de como uma diretriz irá agir. Visto isso, é evidente que sem a estandardização, as taxas de disseminação de reportagens equivocadas vão aumentar, circunstância essa que, conforme o G1, acarretou 70% de brasileiros, com a acesso à internet, vitimas de falácias.
Em suma, com a falta de palestras de ensino e o desprovimento de regulamentação de leis, urge que o Ministério da Educação, junto ao Ministério da Saúde, organize palestras mensais, por meio de anúncios inseridos em meios de comunicação on-line, que permitirão o diálogo entre os participantes, para politizar a população sobre os perigos da disseminação de Fake News. Ademais, promover assembleias públicas para instruir as massas sobre as consequências do aumento dos índices de proliferação de notícias falsas, o que resultará em uma nação informada, com o efeito de criar cidadãos conscientes.