Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 25/08/2021

As “fake news” são boatos e notícias falsas que são disseminadas, principalmente, em redes sociais. Tais informações advindas de fontes duvidosas se tornou um grande problema para a sociedade brasileira. Pois, além de contribuir para a desinformação em massa, tais informações podem interferir nas decisões eleitorais e até mesmo na saúde da população. Esse problema é causado pelo sistema educacional brasileiro que contribui para a permanência da ignorância proveniente de um ensino ultrapassado e conteudista. Por isso, é necessário que mudanças na educação sejam feitas para que os brasileiros possam dissernir as informações incoerentes nas mídias digitais.

Em primeira instância, cabe ressaltar que, no meio digital, as informações são disseminadas de modo ágil e muitas dessas não são selecionadas em relação à sua veracidade. Logo, parte da população, por não possuir conhecimentos necessários, acreditam nelas e, ainda, ajudam no compartilhamento. Como exemplo, tem-se as eleições de 2018, que, de acordo com o jornal Estadão, 12 milhões de pessoas compartilharam e foram vítimas das fake news. Tal problemática é uma ameaça à democracia por ter o poder de manipulação sobre decisões, principalmente políticas. Por esse motivo,  o ideal é que esse tipo de manipulação seja extinguido por meio da educação de qualidade.

Logo, a educação brasileira é a principal responsável pela desinformação de grande parte de seus alunos. Nessa perspectiva, Paulo Freire, importante educador brasileiro, afirma que o método de ensino usado no Brasil é arcaico e é denominado por ele de " educação bancária", a qual é baseada apenas no depósito de conteúdos, o que torna a aprendizagem superficial e sem criticidade. Assim, ao se deparar com notícias e informações, muitos brasileiros acreditam no que vêem mais. E, de acordo com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, as fake news são 70% mais rápidas que notícias verdadeiras, o que as torna mais visíveis. No entanto, se houvesse um ensino que vizasse a disseminação do conhecimento  e do senso crítico, as pessoas sairiam das escolas mais preparadas e não se enganariam  com qualquer coisa nas redes sociais.

Diante disso, as escolas, responsáveis pela educação da população, necessitam ter novos mecanismos de ensino para se tornar um ambiente mais integrado e importante para a formação dos indivíduos. Então, o Estado deve incerir na grade curricular, aulas de atualidades, conhecimentos básicos sobre política e educação financeira, as quais são negligenciadas. Essas novas matérias devem ser introduzidas com aulas interativas e de maneira prática. Assim, os alunos sairão da escola com os conhecimentos necessários para entender o cenário brasileiro e se atentarão em relação às notícias.