Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 02/09/2021

Na década de 1930, Getúlio Vargas elaborou, junto ao exército, o Plano Cohen, um falso artigo com premissas de que comunistas queriam desestabilizar a ordem e tomar posse do poder, assim instaurando a ditadura do Estado Novo. Na atualidade, as fake news são bastante propagas, principalmente com a era da informação, que proporcionou uma grande difusão do acesso à notícias. O resultado disso é a propagação de desinformações, em base no viés de confirmação, que podem ocasionar prejuízos incalculáveis.

A priori, as pessoas geralmente compartilham essas pós-verdades, pois elas se assemelham com seus pontos de vista, elas possuem tendência de confirmar suas crenças pré-existentes, outras alternativas que não partam da mesma crença são descartadas. Na psicologia, esse fenômeno é chamado viés de confirmação, a tendência de procurar por informações que confirmem suas hipóteses. Logo, a causa por grande da propagação de tais notícias é o pensamento tendencioso de quem compartilha.

Além disso, as fake news são tendenciosas justamente pelo seu ‘design’, são baseadas em eventos reais, detalhadas, apelativas, visuais, tudo para o o objetivo de serem compartilhadas facilmente. Para acentuar a situação, no Brasil, apenas um terço dos brasileiros checa a fonte de suas notícias, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Todos esses fatores impulsionam para a propagação de notícias falsas e intensificam mais ainda o viés de confirmação.

Portanto, é necessário que o Governo Federal faça políticas públicas na TV, como publicidades e comerciais, sejam feitas procurando conscientizar e informar a população sobre as fake news, ensinando medidas básicas para detectar notícias falsas, entre elas checar fontes, ler toda a matéria a autoria dessas notícias, procurar outras fontes, desconfiar de posicionamentos radicais. Assim, os perigos das fake news serão possivelmente atenuados.