Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 31/08/2021

A era da informação impôs ao mundo a necessidade de disciplinar a sua própria liberdade. Nesse sentido, a internet, maior símbolo desse novo momento histórico, deveria ser utilizada como ferramenta de apoio á integração global. Todavia, devido ao seu espaço democrático e á falta de controle, tem se apresentado como um território fértil aos interesses de pessoas mal intecionadas para a propagação e divulgação de informações fantasiosas, sensacionalistas e falsas, as chmadas “Fake News”.

Como consequência dessa realidade, muitos boatos e informações difamatórias adquirem o rótulo de verdade ao serem aplicadas por pessoas idôneas, as quais não se certificam da veracidade das mesmas. Um exemplo público dessa prática ocorreu em 2010, quando o mundo todo reaplicou a frase “Cala a boca Galvão” acreditando se tratar de uma campanha para a proteção de uma espécie de ave amazônica.

Porém, nem sempre as manifestações são bem humoradas e, muitas vezes, resultam em difamação, violência e injustiça, como no caso ocorrido em 2014 no Guarujá, onde uma dona de casa foi brutalmente espancada até a morte após a divulgação de falsos boatos. Colabora para essa realidade a nova cultura de mercado que valoriza “likes” e “cliques” como valor de moeda corrente, contribuindo para a divulgação de manchetes sensacionalistas e notícias fantasiosas. Na contra-mão dessa realidade, as leis brasileiras ainda são brandas e ineficientes na punição de crimes digitais, encorajando a prática desse tipo de delíto e expondo as vítimas à impotência.

Portanto, faz-se necessário que os Deputados e Senadores tipicarem o crime digital à luz do Código Penal Brasileiro, a fim de que os divulgadores das chamadas “Fake News”, bem como os agentes dessa viôlencia, passam ser responsabilizados perante a uma lei específica. Ainda, cabe à Polícia Civil a criação e difusão delegacias especializadas em crimes digitais, a fim de que o cidadão comum se sinta amparado e saiba procurar auxilio quando precisar.