Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 31/08/2021

A Revolução Técnico-Científico-Informacional (RTCI) mudou a forma, o conteúdo e as relações com o mundo, beneficiando a vida em sociedade. No entanto, apesar da evolução, a sociedade brasileira enfrenta a prevenção para combater a disseminação de notícias falsas, uma vez que as redes sociais e a alienação são um dos principais empecilhos.

A princípio, com o avanço da tecnologia e o aumento do acesso à informação, as redes sociais se transformam um importante mecanismo para a propagação de ideologias e de notícias que são difundidas divulgadas aos compartilhamentos por parte dos usuários dessas mídias. Contudo, essa permissividade excessiva de informação desregulada, quando aliada à ausência de um engajamento crítico, pode ser aproveitada não apenas pelos grandes idealizadores de marketing, bem como pelos próprios fundadores da mídia, como o Facebook e o Google. Assim sendo, os veículos de comunicação social tendem a cobrar pela influência de suas invenções, o que, por consequência, fomenta a prevalência de notícias de veracidade duvidosa que pagarem mais para serem divulgadas.

Além disso, vale afirmar ainda que a alienação da sociedade é, justamente, uma das principais responsáveis ​​pela reprodução irresponsável de pós-verdades. Nessa perspctiva, conforme a lógica de John Locke, filósofo iluminista, esse fato configura-se na quebra do Contrato Social, uma vez que, ao revogar o “Estado de Natureza” - momento em que o homem não é regido por lei e possui liberdade plena-, com o intuito de serem governados pelo Estado, os cidadãos originários que esse promova a investigação da propagação de Fake News, o que não ocorre no Brasil. Nesse sentido, convém saliente que um pouco mais de 70% dos brasileiros se informam por meio das mídias sociais, segundo o Instituto Reuters. Em suma, é imprescindível destacar que a maioria dessas pessoas que usam como redes para obter informação não checam a veracidade dos fatos lidos, ou seja, não fazem a vigilância epistêmica.

Portanto, o Governo, com sua autonomia nacional de efetuar mudanças, deve criar uma lei que criminalize a divulgação de Fake News, por meio de fiscalizações severas, a fim de garantir a verdade dos fatos lidos e o bem-estar de todos. Ademais, o Governo, deve assegurar a verdade dos fatos, por meio da fiscalização de perfis anônimos, a fim de garantir a segurança das informações.