Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 03/09/2021
Em 2020, o então presidente dos EUA, Donald Trump, foi suspenso permanentemente do Twitter por disseminar inúmeras notícias falsas, influenciando seus milhões de seguidores a acreditarem nessas postagens. Tal prática induz a manipulação em massa dos fatos e, consequentemente, compromete a formação da opinião pública. Desse modo, é fundamenral impedir a criação e divulgação de Fake News, as quais são capazes de confundir as pessoas e, ao mesmo tempo, favorecer os grupos responsáveis por elaborá-las.
Primeiramente, é perceptível que as notícias falsas foram muito impulsionadas por meios digitais, sobretudo devido a velocidade de difusão das informações que os mesmos proporcionam. Nesse sentido, o Facebook, a maior rede social do mundo, foi alvo de um interrogatório no congresso americano para esclarecer, além do vazamento de dados dos usuários, os impactos dessa plataforma, onde se tem muitas postagens de conteúdo mentiroso, na democracia. Sendo assim, a existência da internet e seu alcance cada vez maior criaram novos patamares de discussão, podendo uma ideia enganosa ser facilmente confundida com algo verídico e, com isso, passa a ser compartilhada diversas vezes.
Além disso, há verdadeiras facções especializadas em desenvolver e difundir mentiras e, assim, viabilizar a eleição de certo candidato ou desmoralizar alguém ou um grupo, por exemplo. Nesse âmbito, o MInistério da Verdade, da distopia “1984” do autor George Orwell, era encarregado de alterar, excluir e criar acontecimentos a partir da falsificação de jornais e documentos de acordo com as pretensões do governo, fazendo com que o povo fosse facilmente alienado. Logo, como na literatura, o uso desse método torna-se uma ferramenta utilizada para corromper a sociedade por meio da ação de pessoas, normalmente com muito poder financeiro, que contratam empresas com esse fim para alcançar seus objetivos, ainda que de forma corrupta.
Portanto, tal prática deve ser abolida e seus criadores punidos para que haja a preservação dos fatos e a autonomia de pensamento dos indivíduos. Para tanto, cabe ao Ministério Público fomentar uma força-tarefa para apurar os esquemas de Fake News no país. a partir de investigações extensivas e com o auxílio das plataformas digitais, quando preciso, a fim de denunciar os difusores formalmente à Justiça. Por fim, é dever das redes sociais o monitoramento integral das postagens, além da criação de um botão que possibilite qualquer usuário sinalizar uma notícia falsa, agilizando a ação dos moderadores desses sites para que possam suspender rapidamente esses perfis e apagar tais mensagens antes que elas se espalhem irreversivelmente.