Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 08/09/2021

Segundo a Lei da Inércia, de Isaac Newton, um corpo tende a manter-se em repouso quando nenhuma força é aplicada sobre ele. Analogamente, mesmo na era da informação, nota-se que os perigos das Fake News ainda ameaçam a população, pois faltam intervenções, ou seja, aplicação de forças, que modifiquem esse cenário. Em vista disso, surge um problema, com causas legislativas, que afeta o julgamento dos indivíduos, o qual deve ser solucionado.

Dessa forma, em primeira análise, cabe apontar a insuficiência da legislação como agravadora do impasse. A Constituição de 1988 é o documento que visa garantir a integridade dos cidadãos e do meio em que vivem. Entretanto, essa legislação não tem sido suficiente no que tange à questão das ameaças das Fake News, pois, embora esteja prevista a punição para quem induz os indivíduos ao pânico por meio de informações falsas, percebe-se a persistência dessa prática na era da informação, como em boatos de que vacinas causariam distúrbios como autismo. Assim, com o enfraquecimento das leis, contribui-se para a irresolução dessa questão.

Consequentemente, são negativamente afetados muitos indivíduos que recebem tais notícias. Em resumo, assim como afirmou o filósofo alemão Arthur Schopenhauer: “Os limites do campo de visão de uma pessoa delimitam seu entendimento a respeito dos acontecimentos ao redor.” Nesse sentido, é essencial salientar que, se um cidadão é constantemente exposto a Fake News, ele baseará seus julgamentos em informações não comprovadas. Desse modo, como exemplo de consequência, há muitos pais que deixam de vacinar os filhos e a si mesmos orientando-se por dados sem fundo científico. Logo, é inaceitável que esse quadro perdure.

Portanto, faz-se imprescindível combater esses obstáculos. Para isso, é preciso que o Ministério das Comunicações, aliado ao Ministério da Tecnologia, por meio da contratação de profissionais do ramo digital, como programadores e engenheiros da computação, desenvolva algoritmos capazes de reconhecer e excluir mensagens e notícias enganosas e alarmistas em canais de comunicação virtuais, a fim de auxiliar na obediência às leis e evitar a alienação dos indivíduos. Por conseguinte, será possível alterar a condição de inércia na qual se encontra a problemática no contexto da era da informação.