Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 13/09/2021

Na filosofia antiga, os sofistas, grupo de filosófos que estudavam a arte do debate, foram duramente criticados por filosófos posteriores, principalmente por Sócrates. A principal crítica atribuída à este grupo de filosófos, eram suas capacidades de convencimento mesmo que seu argumento seja inverídico, ao contrário de Sócrates que praticava a dialética pela verdade. Na contemporaneidade, tais recursos criticados continuam sendo fortemente utilizados, principalmente no âmbito político. Isso ocorre, com o objetivo de dominação e controle, e como consequência há a alienação da população e o surgimento de mitos.

Primariamente, as notícias falsas são utilizadas como ferramentas para propagação de inverdades sobre assuntos polêmicos do cotidiano ou até mesmo propagação de ideais de certo grupo ou partido. Diante disso, o livro 1984, narra uma realidade distópica em que o partido controla constantemente toda fonte de informação da população para que o ideal divulgado por eles sejam adotados como verdade absoluta. Fora da ficção escrita por George Orwell, percebe-se que a estratégia mencionada garante dominação e controle da população por meio de notícias sem fundamento para favorecimento de outrem.

Consequentemente, apesar de estarmos inseridos na era da tecnologia e informação devido a Terceira Revolução Industrial, as Fake News impedem o direito de informação e resultam em indivíduos alienados. Dessa maneira, debates já superados pela comunidade científica ganham apoio em redes sociais através de notícias divulgadas por pessoas não especialistas no assunto. Para evidenciar tal fato, podemos citar o crescimento de pessoas denominadas “terraplanistas”, no qual são assim chamados por defenderem que a terra não possui forma esférica. Dessa forma, o negacionismo vai contra todo o consenso da comunidade científica internacional.

Portanto, vistos os perigos das notícias falsas na sociedade, são necessárias medidas para combatê-las. Por isso, o Ministério da Justiça, órgão responsável por problemáticas relacionadas à garantia da ordem pública, deve aumentar fiscalizações nas redes sociais por meio de programas que ao identificarem versões diferentes da verídica, bloqueie a publicação e impeça o compartilhamento, com o objetivo de diminuir a propagação de informações sobre outros de forma infundada para auto-favorecimento. Além dessa medida, o Supremo Tribunal Federal, guardião da Constituição Federal de 1988, deve continuar atuando para que não haja descumprimento de nossa Constituição por parte dos políticos. Mediante a essas ações concretas, a prática de filosófos da antiguidade deixarão de fazer sentido na contemporaneidade.