Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 14/09/2021

Na distopia da obra “1984”, escrito por George Orwell, o regime totalitário tem controle sobre tudo, incluindo fatos científicos e acontecimentos passados - alterando-os para que a realidade seja adaptada à vontade do Partido. Fora do livro, com a polarização da internet e o aumento exponencial das divulgações de materiais informativos, a transmissão de Fake News tomou um novo rumo: agora não apenas um partido detém da possibilidade de modificar fatos e manipular a população, mas sim qualquer pessoa com acesso à internet e um pouco de visibilidade. Com efeito, as Fake News poluem e colocam em xeque todas as demais noticias, confiurando-se um grande problemas que persiste influenciado pela falta de informações sérias e pelo uso incorreto das redes sociais.

Convém ressaltar, a princípio, que as noticías falsas projudicam o esclarecimento e o entendimento da população sobre assuntos importantes. Nesse sentido, segundo o filósofo Schopenhauer, o limite no campo de visão de uma pessoa determinam o seu real entendimento a respeito do mundo. Sob esse viés, se um pessoa não possui acesso a notícias sérias e confiáveis, seu nível de opinião e debate serão escassos e errôneos. Dessa forma, as Fake News contribuem para o empobrecimento do conhecimento da sociedade, visto que prejudicam a veracidade das informações e fazem das pessoas, que confiam que a notícia é verdadeira, veículos de informações falsas.

Ademais, vale ressaltar também o uso inadequado da mídia na criação e na transmissão de informações falsas. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em macanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, como as redes sociais, as televisão e os rádios, possui o papel de democratizar o acesso a informação no Brasil, por meio da transmissão de informações que eleva o nível de conhecimento da população. No entanto, tal princípio vem se alterando, uma vez que as redes sociais deram libertade para qualquer pessoa de escrever e modificar notícias e utilizá-las por interesse próprios, contribuindo para o espalhamento e compartilhamento de Fake News.

Logo, é evidente que medidas devem ser tomadas para alterar esse cenário. Portanto, o Estato, em parceria com o Google e as redes sociais, deve fiscalizar melhor as reportagens e informações contidas na internet, por meio da criação de um selo de confiança colocado em cada site que for analisado pelo Estato como seguro, o que servirá de parâmetro para a sociedade avaliar se as notícias são verdadeiras. Além disso, devem ser criadas propagandas que estimulem as pessoas a não confiarem cegamente em informações postadas por usuários na internet, mas sim procurarem em sites realmente confiáveis. Assim, será possível diminuir as Fake News e elevar o nível de informação da população.