Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 15/09/2021

No livro ‘’1984’’ do autor George Orwell, o governo vigente de onde se passa a trama, manipula as informações por meio da alteração de documentos e informações, que por fim são transmitidos para a população em boletins oficiais. Fora da obra literária, tal realidade se assemelha a que vivemos, tendo em vista a disseminação cada vez mais frequente de Fake News nos canais midiáticos. Esse cenário é fruto tanto da necessidade de ‘’clicks’’ para as empresas que trabalham no meio, investindo em títulos sensacionalistas; quanto da necessidade de estabelecer relações com pessoas importantes, através da imagem que passam. Com base no supracitado, torna-se evidente a necessidade da discussão da problemática, buscando o fim das notícias falsas.

Primeiramente, cabe abordar a necessidade de títulos chamativos nas Fake News, para que assim as empresas sejam mais notadas e tenham seus produtos vendidos. Segundo o filósofo Zygmunt Bauman, em sua obra ‘’Vida para Consumo’’, na sociedade atual, o consumo é quem dita o comportamento do sujeito social, de modo que as pessoas sejam mercadorias vendáveis, pois buscam a aceitação social. Similarmente, observa-se a busca incessante pelo acesso e notoriedade por parte das empresas, que optam pelas notícias falsas, para alcançarem maior público. Assim, é essencial que medidas sejam tomadas para evitar a disseminação da desinformação na sociedade contemporânea.

Ademais, cabe elucidar as relações sociais estabelecidas entre empresas e pessoas importantes na política e mídia, fazendo-as se submeterem a essas, para que assim se tornem mais relevantes. Como exemplo temos a montagem feita por seguidores do Presidente da República, Jair Bolsonaro, que adulteraram fotos do PT (Partido dos Trabalhadores), mostrando erroneamente que o homem que protagonizou a facada no atual presidente, fosse filiado ao PT. Dessa forma, observa-se a necessidade de canais midiáticos de se aliarem aos poderosos, ao invés de disseminarem notícias verdadeiras e legítimas. Logo, é mister que discussões acerca do beneficiamento de campanhas políticas, através de Fake News sejam feitas.

Torna-se evidente, portanto, que a Fake News é uma problemática social prejudicial à continuidade da informação legítima da mídia. Assim, cabe ao Executivo combater tal situação, mediante investimentos no Ministério da Justiça, que irá penalizar com maior rigor os canais midiáticos e pessoas que disseminarem Fake News, para que assim a disseminação de notícias falsas seja minimizada. Outrossim, cabe ao Ministério da Educação investir nas Secretárias Municipais, que proporcionarão debates com especialistas, em escolas acerca do problema das notícias falsas e suas consequências na sociedade, para que assim as próximas gerações tenham consciência da mazela social presente.